domingo, 25/fevereiro/2024
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Agora é Marina

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Parece que o quartel  general  do PT e de seus principais aliados, a começar  pelos partidos considerados conservadores ou de direita, como  o PP, PMDB, PROS, PSD , PR  e  até  mesmo os comunistas do PCdoB, está  em alvoroço diante do crescimento da  candidatura de MARINA SILVA, e o encolhimento de Aécio, tudo isto já no primeiro turno e a  certeza de que se houver um segundo turno  Dilma deverá  ser derrotada de forma fragorosa.

Agora não dá  mais  tempo para o “volta Lula”, antes tão  acalentado pelos lulistas que sistematicamente vinham,  ao longo de quatro anos, minando as base da reeleição de Dilma e ai é que surge  o medo dos atuais donos do poder, que aparelharam o Estado brasileiro, criando milhares de cargos, aumentando tremendamente o tamanho da máquina pública, leilonado os cargos nas Estatais, tudo com um único obetivo, a perpetuação no poder  para  tráfico de influência e para  facilitar a corrupção. Os  casos do Mensalão, da CPI do Cachoeira, as negociatas na Petrobrás,  a lavagem de dinheiro (mais de dez  bilhões de reais) conforme a operação  lava-jato, as demissões de inúmeros ministros e ocupantes de segundo escalão durante os Governos Lula e Dilma por denúncias  de corrupção  fazem parte do esgotamento deste modelo de gestão e de manipulação.

Além deste aparelhamento, a mediocridade do atual governo está refletida nos baixos níveis e péssima qualidade dos serviços públicos nas  áreas  da saúde, da educação, da  segurança pública, da infra-estrutura, totalmente deteriorada, na  falta de saneamento básico em mais de 65% dos municípios  brasileiros, na degradação ambiental, na violência no campo  e no  apagão da mão-de-obra qualificada,  tudo isto  tem contribuido para que a grande maioria do povo brasileiro  ou seja, 79% das  pessoas  entrevistadas  nas últimas pesquiasas  almejam e estão demonstrando que desejam mudanças  na  economia, na política e na  gestão pública.

O povo não quer mais do mesmo, os eleitores desejam mudança de governo, de partidos, de quadros dirigentes,  enfim, de um novo modelo de desenvolvimento onde todos possam ser   beneficiados com os frutos do  desenvolvimento, não apenas os banqueiros que nos  últimos doze anos tiveram os maiores lucros da história  enquanto os  tralhadores, os aposentados  e  a grande maioria dos servidores públicos  continuam com salários ridículos, fruto de  políticas públicas do atual governo que penalizam as classes trabalhadora, média, os consumidores e concedem  benefícios e privilégios para os detentores do capital e especuladores.
O povo não aguenta  mais pagar  uma das maiores cargas tributárias do mundo, próxima de 38% do PIB , práticamente igual ou até  mesmo superior aos países desenvolvidos e em   troca  receber  serviços públicos iguais ou piores do que em vários países  extremamente pobres da África, da Ásia  ou da América Latina e Caribe. Quase  50% do Orçamento Geral da União (OGU)  ao longo dos governos Lula e Dilma  foram destinados ao pagamento de juros, encargos e um mínimo de amortização da Dívida Pública.

Quando Lula chegou ao poder  em 2003  a dívida pública  era em torno de 682  bilhões de reais, durante  esses  doze anos  foram gastos mais de  três  trilhões de reais e ao final do Governo Dilma a dívida pública deverá ultrapassar 2,42 trilhões de reais. A pergunta que não  pode calar é  a seguinte, se em tantos setores do Governo Federal a corrupção tem sido uma constante, qual o tmanho da corrupção ligada `a dívida pública? Esta pergunta  só pode ser respondida por uma auditoria independente , a chamada “auditoria cidadã  da díida pública”.  Isto é  mais um fator que não interessa ao atual Governo, da mesma  forma que o Governo manobrou para que as CPIs  que deveriam investigar as falcatruas  e negociatas na PETROBRÁS acabassem em uma grande farsa, maior do que uma pizza.

Por  tudo isto e os riscos de que a continuidade do atual governo poderá  levar o Brasil para o mesmo caminho da Venezuela e da Argentina é que a populção grita e exige  mudança de  verdade  e não apenas promessas de uma nova roupagem para que tudo continue igual ou pior!

Juacy da Silva, professor universitário, titular e aposentado UFMT, mestre  em sociologia  [email protected] 

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