O ano de 2026 não é apenas mais um ciclo eleitoral. Ele representa um divisor de águas para o Brasil e, de forma ainda mais decisiva, para o Nortão de Mato Grosso. Somos uma das regiões mais fortes do Brasil na produção de riquezas, mas uma das mais frágeis quando o assunto é representação política. Produzimos, arrecadamos, sustentamos boa parte da economia estadual e nacional e, ainda assim, seguimos distantes das mesas onde as decisões são tomadas.
Essa conta não fecha. E em 2026, ela precisa ser cobrada.
O Nortão é responsável por bilhões em produção agrícola, pecuária e comercial. É daqui que saem alimentos, empregos, exportações e impostos que mantêm o Estado em funcionamento. No entanto, quando olhamos para a composição do poder, percebemos um desequilíbrio histórico: regiões menos produtivas concentram mandatos, enquanto o Nortão segue sub-representado.
Essa falta de representatividade não é apenas um detalhe político. Ela tem consequências reais e diárias. Estradas que demoram a sair do papel, investimentos em saúde que não chegam, falta de políticas estruturantes para acompanhar o crescimento populacional acelerado da região. Quando não há quem defenda o Nortão com força, o Nortão perde.
E perde muito.
O ano de 2026 surge como um marco decisivo. Não se trata apenas de escolher nomes, mas de decidir se o Nortão continuará sendo tratado como caixa eletrônico, ou se finalmente ocupará o espaço político compatível com sua importância econômica e social.
É preciso fazer perguntas incômodas, mas necessárias. Até quando aceitaremos ser lembrados apenas na hora de produzir e arrecadar? Até quando vamos permitir que decisões sobre nossa região sejam tomadas por quem, muitas vezes, nunca pisou aqui, nunca viveu nossa realidade e nunca enfrentou nossos desafios?
2026 precisa ser o ano da virada. O ano de dizer basta à submissão política. O ano de eleger deputados do Nortão, comprometidos com a região, com o trabalho, com a liberdade econômica e com o desenvolvimento sustentável de verdade aquele que respeita quem produz e gera emprego.
Mais do que um ano eleitoral, 2026 deve ser encarado como um pacto regional. Um compromisso coletivo para transformar força econômica em força política. Para garantir que o Nortão não seja mais coadjuvante, mas protagonista das decisões que impactam seu próprio futuro.
A palavra que define este ano é trabalho. Trabalho sério, firme e incansável. Trabalho para dar voz a quem sempre sustentou este país com esforço, suor e fé.
Que Deus nos dê sabedoria para fazer as escolhas certas. Que Deus abençoe o Nortão, sua gente trabalhadora e seu futuro. Que Deus abençoe o Brasil.


