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Unemat participa de estudo internacional sobre perda de biodiversidade na Amazônia e Andes

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Redação Só Notícias (foto: assessoria)

Um estudo de escala global publicado na prestigiada revista Nature Ecology and Evolution revela que as mudanças climáticas já são a principal força por trás da redistribuição e perda de espécies de árvores na Amazônia e nos Andes. A Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) é protagonista da pesquisa, contribuindo com dados cruciais coletados em áreas de transição entre o Cerrado e a Amazônia. A participação da Unemat ocorreu por meio da unidade de Nova Xavantina, cujos pesquisadores são membros ativos da Rede Amazônica de Inventários Florestais (Rainfor). A instituição monitora parcelas permanentes que são fundamentais para entender como a floresta reage ao estresse climático.

“Enxergar a Amazônia como um sistema único pode mascarar perdas aceleradas. As políticas de conservação precisam focar nas bordas da floresta, especialmente na transição Amazônia–Cerrado, prevenindo a fragmentação”, alerta o professor da Unemat, Ben Hur Marimon Junior.

Através do Programa Ecológico de Longa Duração (Peld-Tran), financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico e pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso, a Unemat mantém estudos na transição Cerrado-Amazônia há quase duas décadas, com execução garantida até 2028. Entre outros, esse histórico de dados permitiu à equipe internacional, liderada pela doutora Belen Fadrique (Universidade de Liverpool), analisar 40 anos de registros de espécies arbóreas, coletados por centenas de botânicos e ecólogos internacionais em parcelas permanentes de longo prazo, oferecendo uma visão abrangente das mudanças na diversidade de árvores na floresta mais diversa do mundo.

Foram destacadas as principais descobertas: enquanto áreas mais úmidas dos Andes do Norte serviram como “refúgios”, regiões mais quentes e secas da Amazônia Oriental e Central apresentaram declínio na riqueza de espécies. O fator Fragmentação: A professora Beatriz Schwantes Marimon (Unemat) destaca que florestas contínuas tendem a ganhar espécies, enquanto fragmentos atingidos por fogo e desmatamento perdem biodiversidade rapidamente. “Mesmo as florestas bem conservadas estão perdendo espécies quando estão na forma de fragmentos em paisagens ocupadas pela agricultura e pecuária”. Clima vs. Biodiversidade: O aumento da temperatura e a mudança nos padrões de chuva estão forçando as espécies a se “mudarem” ou se aclimatarem. As que não conseguem, enfrentam a extinção. Desmatamento Ameaça Significativa: O professor Oliver Phillips, da Univerdisade de Leeds, líder da rede Pan-Amazônica Rainfor enfatiza a ameaça. “É especialmente crítico proteger as florestas remanescentes onde a Amazônia encontra os Andes. Somente se permanecerem em pé, elas poderão oferecer um lar de longo prazo para as espécies nas terras baixas adjacentes”.

O trabalho envolveu 138 instituições e mais de 160 pesquisadores de 20 países.

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