A Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), campus de Cuiabá, recebeu a visita da equipe da Embaixada de Ruanda no Brasil. O encontro teve como objetivo ampliar o diálogo para possíveis parcerias institucionais envolvendo unidades da UFMT e universidades ruandesas nas áreas de medicina, agricultura e mineração. A proposta de criação de intercâmbios entre estudantes de pós-graduação brasileiros e ruandeses também esteve em discussão, com vistas a desdobramentos futuros.
A representação ruandesa foi liderada pelo primeiro-secretário da embaixada, Theogene Ntakirutimana, e recebida pelo vice-reitor da UFMT, professor Silvano Macedo Galvão. “É uma conversa muito importante com a Embaixada de Ruanda no Brasil, que tem a perspectiva de criar caminhos e mecanismos de aproximação entre a UFMT e Ruanda, já que há interesse nas áreas de agricultura, engenharia, medicina e outros campos em que a universidade pode contribuir”, destacou o vice-reitor, enfatizando também o caráter de reciprocidade das parcerias.
Para o vice-reitor, é importante ressaltar a atuação da UFMT no envio e recebimento de estudantes internacionais. “Isso é fundamental para fortalecer nossa conexão com a sociedade, sobretudo em âmbito global. No mundo globalizado de hoje, esses momentos de diálogo com outros países são essenciais. Isso nos alegra e posiciona a UFMT como uma rota internacional de interesse para diversos países”, pontuou o professor, ao lembrar de outras visitas internacionais e parcerias já em andamento.
O secretário de Relações Internacionais da UFMT, professor Sérgio de Paulo, destacou o potencial da parceria, especialmente na criação de programas de pós-graduação conjuntos entre Brasil e Ruanda. “Ruanda representa uma nova frente de cooperação que a UFMT tem negociado com um país africano. A relação com a África é muito importante para nós, e a universidade pode contribuir significativamente nesse processo”, afirmou.
Para Theogene Ntakirutimana, há caminhos de pesquisa em comum que precisam ser explorados, especialmente na área de medicina. “Estamos muito interessados, por exemplo, na área médica. Essa pode ser uma oportunidade para troca de conhecimentos. Há possibilidades de desenvolver pesquisas tanto em Ruanda quanto no Brasil, considerando também a população afrodescendente. É possível avançar em estudos voltados a doenças que afetam, principalmente, populações africanas. Isso pode gerar soluções mais eficazes, com pesquisas realizadas aqui e adaptadas à nossa realidade”, enfatizou.
Receba em seu WhatsApp informações publicadas em Só Notícias. Clique aqui.


