O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) negou, por unanimidade, os recursos da defesa e do Ministério Público e manteve a condenação de Valdemar Ventura Lima a 26 anos de reclusão em regime fechado pelo assassinato do vizinho Rogério Aparecido Mohylski, de 49 anos, ocorrido em dezembro de 2021, no bairro Jardim das Palmeiras. O crime teve como motivação uma discussão sobre o descarte de lixo.
De acordo com a denúncia do Ministério Público, o desentendimento entre vizinhos na rua das Azaleias teve início quando Valdemar deixou o lixo em frente à residência de Rogério, que, por sua vez, devolveu o material à porta do acusado. No dia 14 de dezembro de 2021, Valdemar se aproximou das vítimas portando uma arma de fogo escondida em uma sacola de presente. Ele efetuou disparos contra Rogério, que morreu no local, e em seguida atirou contra o filho da vítima, que foi atingido na cabeça, mas sobreviveu após reagir e tomar a arma do agressor.
Em agosto do ano passado, o tribunal do júri reconheceu Valdemar como culpado pelos crimes de homicídio qualificado cometido por motivo fútil e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima e tentativa de homicídio qualificado, fixando a pena em 26 anos de reclusão em regime inicial fechado. A defesa recorreu ao Tribunal de Justiça, pedindo a diminuição da pena pela tentativa de homicídio. O Ministério Público, por sua vez, pediu o aumento da condenação, apontando o abalo psicológico sofrido pela vítima sobrevivente, comprovado por relatório psicológico.
Ao analisar os recursos, a Segunda Câmara Criminal entendeu que a pena foi calculada corretamente e negou os dois recursos. Com a decisão, a pena de 26 anos de reclusão em regime fechado foi mantida. O réu continua na cadeia. Rogério Mohylski, trabalhador da construção civil, foi sepultado em Umuarama (PR).
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