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Três mortos na queda de avião serão sepultados em Juara; resgate deve ser concluído nesta 5ª e militares da FAB relatam difícil missão

Os corpos do pecuarista Leandro Ferreira Pascoal, 28 anos, da esposa dele, Franciele da Costa Reseto Pascoal, e do filho do casal, de 1 ano, devem ser retirados, nesta quinta-feira, até o final da manhã, da fuselagem do avião que caiu em uma mata fechada, a cerca de 200 km de Juara. Militares da Força Aérea Brasileira, com apoio de bombeiros de Alta Floresta, estão tendo muito trabalho no resgate devido as difíceis condições de acesso ao local e a necessidade de cortar a fuselagem para retirar os corpos. "Foi montada uma base em uma fazenda nas proximidades. Os destroços do avião estão a cerca de 300 metros desta fazenda e será usado o desencarcerador para cortar as ferragens e resgatar as vítimas", informou, ao Só Notícias, o sargento Jesuilson de Arruda, do Corpo de Bombeiros de Alta Floresta. "A equipe foi ao local por volta da 16hs e está muito difícil fazer a remoção das vítimas", acrescentou. Os corpos devem ser retirados, levados por uma picape até a sede da fazenda e, de helicóptero, encaminhados ao IML em Juína para necropsia.

A Funerária Bom Jesus informou, ao Só Notícias, que os corpos devem ser sepultados em Juara (300 km de Sinop), onde residem familiares de Leandro, que era pecuarista e residia em Colniza. O avião caiu no sábado pouco tempo após decolar com destino a Juara. Ele telefonou para a mãe e estimado horário da chegada. Como não chegou, familiares acionaram a polícia, Força Aérea Brasileira e voluntários que fizeram as buscas. O avião foi localizado pela FAB e hoje de manhã confirmado que os 3 morreram no acidente.

O sargento da Força Aérea Brasileira (FAB) Nildener Valmiraldo Santos apontou que as principais dificuldades para encontrar a aeronave Paradise P1, prefixo PU-MMT foram as condições climáticas da região, matas fechadas, as nuvens baixas que sobem pela manhã devido a umidade da floresta, a grande altura das árvores e as elevações do solo. Devido a isso, possibilitou poucas referências para observação.

A situação da meteorologia não ajudou nos primeiros dias. "Nós, observadores, ficamos atentos a qualquer coisa diferente que ocorre no terreno, e de imediato comandamos a curva na aeronave para verificar o possível objeto de busca. A emoção e vontade de encontrar é nítida nos olhares de toda tripulação dia após dia de busca. Quando comandado a curva, até os observadores que estão no descanso voltam-se para as janelas, tentando ajudar de alguma forma", explicou o militar, através do Centro de Comunicação Social da Aeronáutica.

Já o tenente da FAB, Fernando de Souza Cruz Junior, um dos pilotos de SC-105, que participou da missão, disse que foi empenhado um esforço exclusivo na esperança de encontrar as vítimas com vida. "Quando entendemos que as condições não eram favoráveis, a missão passa a ser o conforto da família neste momento difícil", afirma. O Sargento Nildener concorda: "a importância fundamental da missão é salvar vidas e encontrar algum sobrevivente e quando não é possível, pelo menos devolver os entes queridos à família, para que possam fazer as devidas homenagens", disse

As equipes de resgate da Força Aérea Brasileira (FAB) chegaram aos destroços da aeronave que caiu após decolar de uma região de fazenda em Colniza com destino a Juara e constataram que o piloto Leandro Ferreira Pascoal, a esposa dele, Franciele da Costa Reseto Pascoal, e o filho do casal, de apenas 1 ano e cinco meses, faleceram.

A equipe conseguiu chegar até a aeronave, esta manhã, após percorrer trecho de mata fechada, de difícil acesso. As buscas começaram no sábado, quando Leandro, de 28 anos, decolou de uma fazenda, em Colniza. Ele chegou a entrar em contato com a mãe, por telefone, por volta das 10h, informando que estava passando pela cidade de Juruena e, no máximo com 40 minutos, chegaria em Juara. Após isso, os familiares não conseguiram mais contato. O piloto era pecuarista e ja havia feito este trajeto para visitar os pais em Juara. O voo na aeronave que conduzia dura, em média, uma hora e meia.

Uma equipe do Instituto Médico Legal de Juína está aguardando a chegada dos corpos para iniciar os exames de necropsia. “Os corpos serão transportados pelo avião da FAB até um ponto específico desta cidade. Após isso, serão encaminhados à unidade para os exames necessários de necropsia. Ainda não sabemos quando deve ocorrer a liberação aos familiares”, disse um técnico, ao Só Notícias.

Conforme Só Notícias já informou, no último sábado, familiares, amigos e voluntários começaram as buscas. A Força Aérea Brasileira foi acionada e equipes de Busca e Salvamento Aéreo (Salvaero) começaram a sobrevoar a rota, no domingo, com um avião SC-105 Amazonas e um helicóptero H-1H. Ontem,  militares conseguiram avistar os vestígios do avião, na mata, e paraquedistas especialistas em resgate da FAB desceram, mas as condições meteorológicas, no momento, as características da mata extremamente fechada e o pôr-do-sol impediram que os militares chegassem até o local. Esta manhã, as buscas foram retomadas e os corpos encontrados.