
Depois de 16 anos sem operar voos internacionais, desembarcou no aeroporto Marechal Rondon no dia 10 de junho passageiros vindos da Bolívia. Depois desse voo, outros 9 foram realizados até 6 de julho. De acordo com o gerente regional da Amaszonas, companhia aérea responsável pelo serviço, Juliano Gutierrez, a determinação da Receita Federal pegou a empresa de surpresa e está gerando prejuízos. Explica que após a Copa, aumentou a procura por roteiros na região de Mato Grosso. Com a suspensão, as passagens compradas estão tendo que ser realocadas para outros aeroportos. “Tivemos 10 voos praticamente lotados e com a expectativa de manter esse quadro nos próximos meses. Durante a Copa foi fácil trazer turistas para cá. O nosso desafio era fazer isso agora em julho e agosto. Porém, quando íamos sentir a demanda, fomos surpreendidos por essa suspensão”.
Para conseguir operar em Mato Grosso, a Amaszonas teve concedida uma autorização prévia de 180 dias. Com o prazo vencido em julho, a permissão foi suspensa e a empresa impedida de vender passagens aéreas com destino a Cuiabá. Presidente do Sindicato das Empresas de Turismo de Mato Grosso (Sindetur-MT), Oiran Gutierrez diz que os primeiros prejuízos devido à suspensão já foram observados. Segundo ele, empresários e turistas bolivianos com grande interesse em conhecer a região ficaram decepcionados com a notícia de que não teriam mais voos diretos. “Sabíamos que a autorização era provisória e que depois da Copa não existiria mais. Porém, esperávamos que nossos gestores tivessem a visão da importância em manter voos internacionais”.
Outro lado
A assessoria de imprensa da Infraero informou que para ter direito a atuar em aeroportos, a companhia aérea envia um pedido que deve ser autorizado pela Anvisa, Ministério da Agricultura, Polícia e Receita Federal. No caso da Amaszonas, a permissão foi concedida para o período da Copa. Em seguida, um novo pedido foi feito, porém, a Receita Federal ainda não emitiu autorização.


