O casal de onças-pintadas (Panthera onca) foi flagrado na fazenda experimental do campus do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT), no km 723 da BR-163, nas proximidades do posto da Polícia Rodoviária Federal.
De acordo com o instituto, a captura feita por uma câmera de monitoramento (trap) mostra como a preservação das matas ciliares garante mais equilíbrio ambiental, mesmo em áreas com presença humana. “O registro é um importante indicativo de conservação da fauna e do sucesso das ações ambientais realizadas na região”, diz a publicação.
A fazenda é um espaço para a prática e para o desenvolvimento de pesquisas, atividades de extensão e outras práticas acadêmicas dos alunos do instituto.
Segundo o instituto Onçafari, a onça-pintada é o maior felino das Américas, o terceiro maior felino do mundo, atrás apenas do tigre (Panthera tigris) e do leão (Panthera leo). É conhecida por diversos nomes nas diferentes regiões onde ocorre: onça-preta, jaguar, jaguaretê, yaguareté, tigre, canguçu, pintada, pinima, pinima-malha-larga e pixuna.
Considerada um predador do topo da cadeia, a onça-pintada reina absoluta nos ambientes onde vive, alimentando-se de pequenos tatus e cutias a jacarés e antas. Elas controlam populações de presas e são de extrema importância no equilíbrio dos ecossistemas onde estão inseridas. São carnívoras estritas, ou seja, alimentam-se exclusivamente de carne. Levando em consideração a proporção, têm a mordida mais poderosa entre os felinos, inclusive mais forte que a do tigre e a do leão.
É um animal com hábitos predominantemente crepusculares e noturnos, sendo mais ativo ao anoitecer e ao amanhecer, embora não seja raro encontrá-lo se deslocando e caçando durante a luz do dia. Sua área de vida varia muito, de acordo com o ambiente, a disponibilidade de presas e a densidade populacional de onças.
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