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Sinop tem 3º dia de bloqueio em estrada e lixo começa a acumular nas casas de moradores

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O bloqueio realizado na estrada Alzira pelos moradores da Comunidade Nossa Senhora de Fátima e catadores de materiais recicláveis começa a refletir na cidade, principalmente em lixeiras na frente das casas dos moradores. A situação causa mal cheiro e atrai animais.

Moradores e catadores querem que a prefeitura cumpra o acordo de apagar o incêndio nos resíduos depositados no lixão. A fumaça prejudica moradores e atrapalha os catadores que atuam no local. O morador Aldaírton Carlos Piareski disse, ao Só Notícias, que o bloqueio deve continuar até que o problema seja solucionado. “Estamos esperando algum representante da Secretaria de Obras, ou de Meio Ambiente vir até nós para negociar e apagar o fogo, mas até agora não veio ninguém”.

A Polícia Militar foi chamada para acompanhar o bloqueio, avaliou pelo terceiro dia que o movimento é pacífico e não há obstrução da estrada para outros veículos. O tráfego está impedido apenas para os caminhões carregados com lixo.

Conforme Só Notícias já informou, os moradores estão impedindo a passagem dos caminhões que levam resíduos até o lixão e veículos com entulhos. A cobrança é que a prefeitura apague o fogo no resíduos. O secretário municipal de Obras, Marcos Lopes, disse que os caminhões que fazem a coleta do lixo no município estão parados,  aguardando o parecer da justiça, que deve ser emitido a qualquer momento. O Departamento Jurídico da prefeitura foi acionado para tomar as providências visando liberar o acesso dos caminhões coletores.

Esta é a segunda vez que a estrada de acesso ao lixão é fechada. O primeiro protesto ocorreu em julho também porque havia sido ateado fogo e a fumaça impedia muitos catadores de trabalhar. A fumaça também apresenta riscos de atrapalhar na visibilidade de aeronaves que pousam e decolagem no aeroporto de Sinop e também incomoda moradores da comunidade e bairros nas proximidades.

A prefeitura havia conseguido, na justiça, prazo até o dia 1º de dezembro passado para continuar destinando resíduos nos lixões do município, como, por exemplo, o da estrada Adalgisa, após o judiciário ter determinado para suspender o envio de resíduos para o lixão. A justiça também havia anulado licitação para destinar o lixo para uma área em Sorriso, onde há aterro sanitário. A prefeitura foi obrigada e refazer o processo licitatório (e espera propostas até dia 12) porque o anterior continha irregularidades e, enquanto isso, foi concedido outro prazo para os resíduos voltarem a ser levados para o lixão. A cobrança é para acabar com depósitos irregulares e o lixo ser levado para aterros com destinação ambiental correta.

O edital de licitação para contratar uma empresa especializada em transporte e destinação de resíduos sólidos urbanos, domésticos e comerciais (com características domiciliares) foi lançado no final do mês passado. A abertura das propostas está prevista para o dia 12 de dezembro. A prefeitura prevê um gasto de R$ 17 milhões em um ano, valor que será subsidiado pela cobrança da taxa de lixo, já instituída em lei.

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