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Sinop: Sacani destaca aplicação de sistemas espaciais aliados ao agro durante a Norte Show

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Só Notícias/Guilherme Araújo (fotos: Só Notícias)

O geofísico e divulgador científico brasileiro, Sérgio Sacani Severo, concluiu o ciclo de palestras na Norte Show, ontem, no Tatersal da Associação dos Criadores do Norte de Mato Grosso (Acrinorte), com o tema  “Tecnologias Inovadoras no Agro – IA e Aplicações Espaciais”.  Ele detalhou, em entrevista ao Só Notícias, como os processos de modernização no setor vêm estabelecendo vínculos com a indústria espacial.

“Você utiliza uma colheitadeira hoje, e se não tem um GPS funcionando, ela nem liga. Então, o espaço hoje comanda principalmente o Agro. Existe uma estatística que a gente faz que, se o sistema de posicionamento global deixasse de funcionar, a agricultura no Brasil pararia na hora. Mas não só nisso, os satélites que usamos hoje também fazem as medidas, descobrem onde é o cerrado e floresta, o tipo de solo, argilosidade, tipo de cultura que está sendo plantada e quanta área tem”, ressaltou.

Tais equipamentos ainda são capazes, segundo avalia Sérgio,  de apontar onde “é melhor plantar um arroz, trigo, soja, milho ou algodão”, “é impossível hoje, com você andando por aí, descobrir esses dados, os satélites têm sensores que chamamos de hiperespectrais que medem detalhes, alguns com resolução de até 30 centímetros (tamanho do objeto ou área observada), então a cada centímetro você tem uma nova informação sobre o terreno. Logo, é fundamental, está tudo conectado.

Quanto ao emprego de inteligências artificiais no campo, o profissional afirmou que MT pode ser o “carro-chefe disso aí, com a quantidade de dados e problemas que tem aqui, são do tipo que elas podem resolver”, mediante ferramentas como a “IA preditiva com previsão de safra, otimização de rota logística e a aplicação variável”, bem como a “IA generativa, servindo de copiloto agronômico, escrevendo relatórios de campo, traduzindo o manual da máquinas, tudo isso pode ser feito hoje”.

Sacani ponderou também que o Estado vem tendo participação ativa no fornecimento de técnicas agrícolas e cultivares para a exploração espacial, por meio do projeto nacional Space Farming. Vinculado ao programa Artêmis da NASA, que objetiva dar continuidade às missões tripuladas para estabelecer uma base lunar, organizações como a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) colaboram para adaptar a produção às condições de microgravidade e garantir sustentabilidade às atividades.

A colaboração de Mato Grosso e outras regiões do país, conforme a própria Agência Espacial Brasileira (AEB), na agricultura espacial ainda integra campos de conhecimento como a biotecnologia e a engenharia de alimentos, sendo crucial para o sucesso nas missões. “Com isso, o Brasil se posiciona como um parceiro estratégico, comprometido com o avanço da exploração espacial e a inovação científica”, destaca o órgão público, na página oficial do projeto.

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