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Sinop: Rede de Enfrentamento lança campanha contra o feminicídio e leva totens com histórias de vítimas

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Redação Só Notícias (foto: Só Notícias/Lucas Torres)

A campanha “Todos por Elas, pelo Fim do Feminicídio” foi lançada, ontem, pela Rede de Enfrentamento e Combate à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Sinop, com o intuito de mobilizar a população. A ação segue até o dia 14 de outubro, marcado como o Dia Nacional de Luta e Memória pelas Vítimas de Feminicídio e, durante esse período, totens em tamanho real que contam histórias de mulheres vítimas do crime serão espalhados em pontos estratégicos da cidade.

Diversos casos são retratados na campanha, sendo um deles o da enfermeira Zuilda Correia Rodrigues, assassinada em 2019, que desapareceu após sair do trabalho. O marido de Zuilda chegou a registrar um boletim de ocorrência informando o desaparecimento, mas após o corpo da mulher ter sido localizado dez dias depois em uma tubulação de drenagem, as investigações revelaram que tudo havia sido forjado. Após investigações, o marido da enfermeira e seu comparsa foram condenados por feminicídio qualificado e ocultação de cadáver.

A proposta da campanha busca provocar reflexão e reforçar o combate ao feminicídio. A iniciativa conscientiza, mas também busca incentivar mulheres vítimas de violência a procurarem ajuda. “Esse material vai seguir no agosto lilás também, simultaneamente à exposição, então é uma das nossas ações para o agosto lilás. Lembrando que é um ano diferente, é aniversário de 20 anos da Lei Maria da Penha, é uma lei que é um divisor de águas para nós. Nós precisamos olhar com conscientização e prevenção de cuidado com as nossas mulheres e com a nossa sociedade. Uma sociedade com respeito e diálogo não tem violência”, explicou a presidente da Rede de Enfrentamento e Combate à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Sinop, Eliane Santos.

A diretora do Fórum da Comarca, juíza Melissa de Lima Araújo, afirmou que “é importante para que as mulheres se sintam fortalecidas para fazer a denúncia e os agressores sintam que aqui é um local onde agressores são punidos, e que o feminicídio não vai ficar impune”.

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