
A capacidade do Ferrugem é de aproximadamente 320 presos. Atualmente, mais de 780 estão encarcerados. “Tem detentos em salas que deveriam ser usadas para aulas e até na lavanderia. Há paredes derrubadas e uma série de outros problemas. Tudo isso será apontado nesta minuta que estamos fazendo. A intenção é começar a mandar os presos que não são da região para outras unidades prisionais do Estado, até que chegue a um número satisfatório”, afirmou Guerra, apontando ainda a falta de agentes carcerários. “Os plantões diários contam com 21 agentes. Porém, alguns têm que se deslocar para levar os detentos para o hospital, ou mesmo para o Fórum e, no final, ficam só uns 12 lá no presídio para dar conta de quase 800 presos”.
O estudo está sendo conduzido pelas comissões de Direitos Penitenciários e Direitos Humanos da OAB e deve ser entregue, conforme previsão, até o final da próxima semana. A entidade solicitará uma resposta do Ministério Público em caráter de urgência.
A unidade foi construída no Alto da Glória, a 12 km da cidade, inaugurada em 2005 e batizada com o nome de um delegado que atuou por vários anos na região. O investimento foi de R$ 12 milhões, rateado entre Governo Federal, Estado e município. Desde sua abertura, o presídio é gerido pelo governo estadual e recebe presos de várias cidades da região e de Mato Grosso. Em dez anos de existência, diversos motins, alguns até com reféns, além de fugas aconteceram.


