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Sinop: entidades articulam equipamentos para aeroporto e prefeitura vai fazer ‘puxadinho’ no terminal

Uma comissão formada por 21 entidades, que representam a sociedade sinopense, está articulando, com o governo estadual, a compra dos equipamentos para que o aeroporto municipal de Sinop não corra o risco de perder voos noturnos, principalmente no período chuvoso. Eles custam aproximadamente R$ 1,3 milhão e o ofício com o pedido foi formalizado, esta semana, ao governador Pedro Taques (PDT).

Uma fonte de Só Notícias informou que, caso a demanda não seja atendida, as entidades devem buscar apoio dos vereadores, uma vez que cerca de R$ 1,2 milhão teria sobrado no orçamento do legislativo e deveria ser devolvido para a prefeitura (que prometeu várias vezes que viabilizaria a instalação dos equipamentos e não fez). Em caso de nova negativa, ainda se trabalha, por fim, com a hipótese de uma “pressão” para fazer com que a prefeitura leiloe terrenos não utilizados do município.

As entidades ainda devem cobrar para que a empresa escolhida seja confiável e tenha referências no mercado de segurança aeroportuária. Uma companhia, que trabalha em aeroportos americanos e foi responsável também pela instalação dos aparelhos nos aeroportos de Sorriso e Rondonópolis, é a preferida, apesar dos custos mais elevados. A possibilidade dos equipamentos serem entregues e instalados em um tempo recorde de 120 dias também agrada as entidades. O “pacote” fornecido pela empresa conta com rádios e luzes de aproximação na pista para auxiliar pousos, além de estação meteorológica completa, com aparelhos para medir temperatura do ar, pressão atmosférica e outras informações essenciais aos pilotos.

Na última semana, a prefeitura lançou a licitação para contratar uma empresa especializada para executar as obras de ampliação do terminal aeroportuário de Sinop. Serão investidos R$ 374 mil para fazer 240 metros quadrados, ampliando sala de embarque e outras obras complementares como área de depósito, banheiros privativos e acessíveis. Com o investimento, o terminal terá 1.137 metros quadrados de área construída e uma capacidade para 300 pessoas. O prazo de execução é de quatro meses.

A obra de ampliação do terminal aeroportuário será uma espécie de 'puxadinho' até que o terminal definitivo, que será construído com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), fique pronto. Há mais de dois anos que o terminal ficou pequeno e, nos dias de chuva, passageiros acabam tendo incômodo e desconforto de ficarem do lado de fora em determinados momentos da fila para o chek-in.

O Banco do Brasil foi encarregado pelo governo federal a operar o financiamento do novo terminal de embarque e desembarque, melhorias na pista, estacionamento mas ainda não informou quando a licitação será lançada. Apenas previu que, depois de iniciada, as obras devem ser concluídas em um ano e meio para concluir as obras. Se, por exemplo, a licitação for concluída até dezembro, o novo terminal ficaria pronto em meados de 2017.

Atualmente, a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) está finalizando o projeto executivo da obra e deve repassar ao banco para fazer a licitação por meio de Regime Diferenciado de Contratação (RDC).

Entretanto, algumas variáveis podem impedir até o mesmo o início da construção. Isso porque a prefeitura tem um prazo de quatro meses para cumprir as condicionantes da Licença Prévia (LP) emitida pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente (SEMA), entre elas, a principal, que é a extinção dos lixões localizados na zona de segurança aeroportuária. O não cumprimento pode ser um impeditivo para a emissão da Licença de Instalação (LI), próximo passo para continuidade das obras do aeroporto. Até o momento, a SEMA não autorizou o início do empreendimento. 

Para acabar com os lixões (próximos ao aeroporto), a prefeitura trabalha com duas possibilidades. Uma delas é a licitação para contratar uma empresa que levaria os resíduos sólidos até o distrito de Primaverinha, em Sorriso. Para isso, seria cobrada da população uma taxa de lixo, com diversos valores. O Executivo, entretanto, alega que a opção pode ser inviável, afirmando que os valores arrecadados com a taxa não seriam suficientes para cobrir os custos finais, uma vez que também teria que ser aberta uma área de transbordo (para onde os resíduos seriam levados temporariamente). Neste caso, uma das “saídas” seria a assinatura de um consórcio com a prefeitura de Santa Carmem, que possui o licenciamento ambiental de uma área.

O terminal construído pelo governo federal será utilizado para embarque de passageiros da aviação comercial. Já o atual terminal será destinado à aviação executiva.  

(Atualizada às 08:28hs)