
“Esperamos mesmo que esse novo plebiscito ocorra. A maioria dos brasileiros quer a liberação da posse e porte de arma. Isso é nítido. O que vem ocorrendo no país, após a vigência do estatuto do desarmamento, é um aumento considerável de mortes envolvendo armas de fogo. O desarmamento da população não surtiu um efeito que se esperava. Ou seja, se não está atendendo o interesse da população tem mesmo que revogar. Temos que ter muito cuidado com o desarmamento da população. Nenhum bandido procurou a polícia para entregar suas armas. Em Sinop, 95% das armas apreendidas estão nas mãos de pessoas que já tiveram passagem por algum delito, por exemplo. As armas não estão nas mãos dos cidadãos de bem. Nós não temos problemas com essas pessoas que convivem corretamente na sociedade”.
Segundo Razera, nos primeiros anos após aprovação do estatuto até houve redução nos crimes com armas de fogo. “Porém, nos últimos cinco anos teve aumento expressivo de mortes. No ano passado, por exemplo, tivemos mais de 59 mil homicídios. Desses, 90% foram com utilização de armas de fogo. Quando se proíbe o cidadão de bem de possuir uma arma de fogo a União tem por obrigação dar condições de segurança e proteção. Porém, isso não tem ocorrido e diversos setores”.
Ainda de acordo com o comandante da PM, o sistema de segurança pública é muito amplo e vive ‘enxugando gelo’. “Vivemos em um efeito dominó. No sistema prisional já não cabe mais ninguém. Não se constrói mais unidades prisionais. Apenas fazem reparos e reformas, mas a quantidade de vagas continua a mesma. Com isso, muitos criminosos são colocados em liberdade por falta de vagas. O socioeducativo não funciona e não se recupera quase ninguém. A segurança pública vive atualmente ‘enxugando gelo’. Ou seja, a polícia prende e os criminosos encontram ‘brechas’ nas leis e acabam soltos novamente. É uma engrenagem que não funciona. Acabam voltando para rua e cometendo novos crimes”.
Valter Luiz Razera é formado em direto, em matemática, especialista em estatísticas, matemática financeira, gestão em penitenciárias, gestão em segurança pública e gestão em planejamento de segurança pública.


