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Sinop: começa na 2ª novo horário de atendimento nos órgãos públicos para ajudar no equilíbrio financeiro da prefeitura

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Redação Só Notícias (foto: Só Notícias/Diego Oliveira/arquivo)

A prefeitura de Sinop começará a atender a partir de segunda-feira (7), em novo horário nos órgãos e entidades, em especial, dos setores administrativos, que serão das 7h às 13h. Atualmente, é das 7h às 11h e das 13h às 15h. De acordo com a assessoria, a decisão faz parte de um pacote de cortes de despesas para auxiliar no equilíbrio financeiro do Executivo. Com a mudança, também está prevista a economia como, por exemplo, com o combustível dos veículos oficiais, no consumo de energia elétrica, devido à diminuição do uso de ar-condicionado e até mesmo de gastos com café.

Temporariamente, a secretaria de Saúde será única onde não haverá alteração no expediente e que permanecerá das 7h às 11h e das 13h às 15h. Além das unidades vinculadas vão permanecer com seus horários como estão, até que sejam realizados os levantamentos necessários para a viabilidade da mudança.

Conforme Só Notícias já informou, a prefeita Rosana Martinelli confirmou, no mês passado, que as mudanças fazem parte de outras ações que estão  sendo estudadas para cortar gastos e pagar R$ 53 milhões em precatórios (recomposição salarial) que foram movidas pelos servidores públicos municipais e sentenciadas pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso. Também não é descartada a possibilidade de corte de pessoal. A projeção da economia que será feita com os cortes ainda será divulgada.

“É questão de economia, o município de Sinop tem que pagar acertos trabalhistas com os funcionários, que os prefeitos anteriores não pagaram. Precisam e vão ser feitos vários ajustes, inclusive a questão da redução. Tem que diminuir os custos para juntar esse dinheiro. Eu, enquanto gestão Rosana Martinelli, herdei uma dívida que não podemos discutir. As ações estão julgadas e transitadas, não tem o que fazer. Essa mudança não impacta no salário do profissional. Está previsto corte de pessoal num geral, vamos estar olhando tudo, estamos organizando. A situação é muito preocupante. A situação financeira do município está bem, mas quando você recebe uma conta que não estava prevista e já temos que começar a pagar em 2020, praticamente a arrecadação do IPTU é muito preocupante. Claro, deixar claro que não é culpa do servidor, é um direito que eles ganharam na justiça cabe a nós pagar, dívida que não era nossa, mas cabe a nós pagar e vamos pagar”, explicou Martinelli, anteriormente.

São mais de 2,050 mil processos movidos contra o Executivo nas gestões passadas. Neste ano, já foram pagos R$ 12 milhões em ações. No ano passado foram R$ 5 milhões. O impasse judicial decorre desde 2001 e em 2012 os servidores entraram na justiça cobrando o pagamento das diferenças em valores e reincorporação salarial. A ordem cronológica do pagamento é feita pelo Tribunal de Justiça. A prefeitura cabe depositar o valor uma conta criada junto ao judiciário que é quem, então, efetua o pagamento. Porém, os recursos são do caixa do município.

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