O governador Silval Barbosa se reuniu, esta manhã, em Brasília, com a ministra da Casa Civil, Glesi Hoffmann, para discutir uma solução ao conflito de terras na gleba Suiá-Missú, no município de Alto Boa Vista, na região do Xingu. Uma ordem judicial é para ser feita desapropriação de 800 posseiros, colonos e fazendeiros da área indígena Marãiwatsédé, na gleba. Houve demarcação de área apontando que onde estão as centenas de pessoas faz parte da aldeia dos índios. Já houve protestos, há poucos dias, por parte de fazendeiros e posseiros protestando contra a decisão de retirá-los do local onde estão há vários anos.
“O que nós queremos é dar uma solução para o que foi aprovado em lei. A ministra deu o encaminhamento para todas as nossas demandas e temos certeza que chegaremos a um acordo”, disse o governador, que ainda apresentou à ministra a situação dos moradores da gleba Maiká e pediu o apoio do Governo Federal a projetos para o desenvolvimento de Mato Grosso.
Sobre a questão da gleba Maiká, o presidente do Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat), Afonso Dalberto, considera que houve um avanço importante. “É uma briga judicial de mais de 30 anos”, disse. Segundo ele, a ministra se mostrou sensível as solicitações do Estado, e solicitou à Auditoria Geral da União (AGU) que entenda o lado social e que a regularização fundiária da área seria a melhor solução. Glesi também falou com a presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai), Marta Maria do Amaral Azevedo, e o governador Silval Barbosa deverá se encontrar com a presidente do órgão ainda nesta quarta-feira.
Silval também solicitou apoio do governo para as obras da duplicação da BR-163 entre Rondonópolis e o Posto Gil e ainda à construção da ferrovia entre Cuiabá e Santarém e aos investidores chineses que desejam construir a rodovia. “Tudo o que nós precisamos é superar a burocracia da legislação”, disse Silval.


