
A Funai -Fundação Nacional do Índio – solicitou diretamente a Sema que o licenciamento não prosseguisse enquanto não houvesse manifestação da fundação, o que não foi atendido de imediato. “Somente após a conclusão do Estudo de Componente Indígena é que haverá a manifestação definitiva da Funai, onde será possível avaliar a viabilidade do empreendimento e permitir a discussão, junto às etnias indígenas e população em geral envolvida, facultando-lhes o direito de manifestação durante a audiência pública”, explica o promotor em Brasnorte, João Marcos de Paula Alves, através da assessoria.
Ele recomenda que a Sema se abstenha de designar nova audiência pública enquanto os estudos não forem concluídos em conformidade com as exigências legais e administrativas (feitas pela Sema), bem como enquanto não houver manifestação definitiva da Funai. “Após a conclusão de todos os estudos exigidos e não havendo outras providências a cargo do empreendedor, que designe audiência pública para ser realizada tanto na cidade de Campo Novo do Parecis, quando na de Brasnorte, visto que o empreendimento impactará população indígena e o meio ambiente de ambos os municípios”, destaca o promotor.


