Foi condenado, ontem, pelo tribunal do júri, seis integrantes de uma organização criminosa pelas mortes de João Vitor Menez Soares, de 22 anos, e sua filha de 2 anos, além da tentativa de homicídio contra a jovem de 22 anos, esposa de João e mãe da criança. O julgamento teve início às 8h da terça-feira e terminou às 23h de ontem, com pausa durante a primeira noite. Ao todo, as penas aplicadas aos réus se aproximam de 500 anos de reclusão.
Os réus receberam condenações por dois homicídios qualificados, uma tentativa de homicídio qualificada, lesão corporal, corrupção de menores e por integrarem organização criminosa. As penas foram fixadas em 75 anos, três meses e sete dias de reclusão para Kesley Junio Pinheiro Chapadense; 95 anos, três meses e sete dias para Nairo Natan de Souza Queiroz; 92 anos, oito meses e 25 dias para Fabrício Ferreira Rocha; 89 anos, sete meses e 26 dias para Kaique Enzo Ramos Barbosa; 81 anos, 11 meses e 26 dias para Igor Barbosa dos Santos; e 42 anos para Paolla Bastos Neiva.
O crime ocorreu no dia 9 de fevereiro de 2024 e ganhou ampla repercussão, sobretudo pela morte da criança, que dormia ao lado dos pais no momento do ataque. João Vitor morreu ainda no local. A criança chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos. A mãe também foi atingida, porém sobreviveu após atendimento médico.
A investigação foi conduzida pela 2ª Delegacia de Polícia Civil de Barra do Garças. O Gaeco prestou apoio às diligências investigativas, atuando no cumprimento de ordens judiciais e fornecendo suporte técnico na produção de elementos. Durante a fase investigativa, foi deflagrada a Operação Zayra, sendo cumpridos mandados de prisão e de busca e apreensão em Aragarças (GO), Aparecida de Goiânia (GO), Goiânia (GO) e Rio de Janeiro (RJ), onde foi localizado o mandante do crime.
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