A elefanta Baby segue avançando em seu processo de adaptação no Santuário de Elefantes Brasil (SEB), localizado em Chapada dos Guimarães. O animal chegou ao local no último fim de semana, após deixar o zoológico do parque Beto Carrero World, em Santa Catarina, onde viveu por muitos anos. Em atualização divulgada, há pouco, a equipe informou que Baby já começou a explorar diferentes áreas do novo habitat e demonstra crescente confiança diante da nova realidade. O espaço disponibilizado à elefanta conta com mais de seis hectares, oferecendo liberdade para que ela escolha onde permanecer e como explorar o ambiente.
Segundo os tratadores, o galpão e o habitat permanecem abertos durante todo o tempo, permitindo que Baby retorne a áreas consideradas mais familiares sempre que desejar. Ela também já tem acesso ao lago e ao lamaçal do recinto, locais bastante utilizados pela elefanta Lady, que anteriormente ocupava o mesmo habitat. A equipe destacou ainda que o espaço oferece grande variedade de vegetação, incluindo capins, palmeiras, árvores e arbustos, proporcionando novas experiências alimentares para a elefanta. Apesar da disponibilidade de alimento natural para pastagem, Baby continua recebendo a alimentação complementar que já fazia parte de sua rotina.
De acordo com o santuário, a elefanta tem demonstrado muita curiosidade diante das novas paisagens e sons. Um dos aspectos observados pelos cuidadores é a adaptação ao ambiente mais silencioso, diferente dos ruídos constantes aos quais estava acostumada no zoológico. Embora apresente sinais positivos, a equipe ressalta que Baby ainda demonstra algumas inseguranças, consideradas naturais diante da mudança significativa de ambiente. Após anos vivendo em um recinto limitado, ela agora passa a conviver em uma área muito mais ampla e com liberdade para tomar suas próprias decisões.
O acompanhamento é realizado por uma equipe especializada, que trabalha para transmitir segurança ao animal sem interferir excessivamente em seu processo de adaptação. Segundo o santuário, é a própria elefanta quem define o ritmo dessa nova fase.
Outro ponto que despertou curiosidade entre os admiradores do projeto foi o possível contato entre Baby e as demais elefantas que vivem no santuário. Conforme informado pela equipe, as fêmeas vocalizaram durante as duas últimas noites. Embora Baby não tenha respondido de forma audível, os tratadores acreditam que ela já percebe a presença das novas companheiras.
Os especialistas explicam que os elefantes também se comunicam por meio de vibrações transmitidas pelo solo, o que pode ter possibilitado uma espécie de interação silenciosa entre os animais. Os habitats das fêmeas ficam próximos, separados apenas por uma estrada de terra e conectados por um corredor, permitindo que, futuramente, elas possam até mesmo se avistar, caso escolham permanecer em áreas específicas dos recintos.
A expectativa da equipe é que, respeitando o tempo e as escolhas da própria Baby, a elefanta continue avançando em sua adaptação e desfrutando da liberdade proporcionada pelo santuário. Na manhã desta terça-feira, a equipe também compartilhou imagens de um momento de descontração da elefanta Baby durante o banho realizado após a alimentação. Segundo os tratadores, a elefanta demonstrou estar bastante à vontade, aproveitando o jato de água para se refrescar e utilizando a própria tromba para se banhar. Após se molhar, ela ainda brincou na lama e chegou a rolar no chão, esfregando a cabeça na terra em uma demonstração de conforto e bem-estar.
De acordo com o santuário, embora o estado da pele de Baby não seja considerado grave, ela apresenta algumas áreas com acúmulo de pele morta, situação comum em elefantes que viveram por longos períodos em ambientes limitados. A expectativa é que os banhos frequentes, o contato com a lama, a terra e elementos naturais do habitat contribuam para a recuperação gradual da pele.
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