PUBLICIDADE

Queda de boeing no Nortão: confirmadas 7 falhas humanas no maior acidente da história

PUBLICIDADE

Sete falhas humanas resultaram no acidente aéreo entre o jato Legacy e o Boeing da Gol, no dia 29 de setembro do ano passado, em uma mata a 200 km de Peixoto de Azevedo, no Norte mato-grossense, conclui o relatório da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Apagão Aéreo do Senado Federal, aprovado ontem (6).

O documento culpa os dois pilotos do Legacy e os quatro controladores de vôo da torre de Brasília pelo acidente, mas exime de culpa a Aeronáutica ou qualquer outra instituição. “Se os pilotos do Legacy não tivessem desligado o transponder, o acidente não teria ocorrido. Se os controladores de vôo tivessem atuado de forma diligente e responsável, conforme a natureza da atividade exige, o acidente não teria ocorrido”, afirma o relatório.

Cada um dos quatro controladores e dos dois pilotos pode pegar até cinco anos de reclusão por “exposição de aeronave a perigo na modalidade culposa” na “forma qualificada pelo resultado morte”, artigos 261 e 263 do Código Penal.

Veja, abaixo, a lista dos erros, de acordo com o relatório da CPI:

Primeira falha: Autorização incompleta do plano de vôo
14h41min57 – O plano de vôo passado para o piloto do Legacy no momento da decolagem faz referência somente ao nível de 37 mil pés. Quando o controlador de Brasília diz apenas: “nível de vôo três sete zero, direção Poços de Caldas”, autoriza a aeronave a seguir direto para Manaus a 37 mil pés, sem acrescentar que, a partir de Brasília, a altitude deveria ser modificada. A autorização de vôo foi passada de Brasília para a torre de São José dos Campos, que retransmitiu ao comandante do Legacy. O controlador de Brasília que deu a autorização de vôo era, na verdade, um estagiário, que contava apenas com um mês de experiência.

Segunda falha: Pilotos não checam plano de vôo, carta de aerovia e de rota
Pelo regulamento brasileiro da aviação, a responsabilidade em conferir se a autorização do controlador está de acordo com o plano de vôo é do piloto. Mas a checagem não foi feita.

Terceira falha: Controlador não ordena descida do Legacy, que estava na contramão
15h55min28 – Essa é a falha mais grave para a CPI. Por seis minutos, o sistema mostrou na tela do radar a visualização do Legacy a 37 mil pés de altitude após passar por Brasília. A tela apresenta a diferença entre a altitude real do avião (37 mil pés) e a do plano de vôo (36 mil pés). Mas o controlador não ordena a descida da aeronave.

Quarta falha: Pilotos desligam o transponder
16h01min43 (55 minutos antes da colisão) – Seis minutos após passar por Brasília, o radar Transponder do Legacy é desligado.

Quinta falha: Controlador não tem atitude após desligamento do radar
16h01min53 – Tela deixa de apresentar círculo que significa contato com o radar secundário. O mesmo controlador, após perder o sinal da aeronave, não toma providências. Quando transmite o comando para o controlador que o sucede na mesma torre (de Brasília), passa a informação de que a aeronave está a 36 mil pés e não fala de qualquer problema de comunicações ou visualização no radar.

Sexta falha: Controlador não toma providências sobre problemas na comunicação
16h20 às 16h50 – O controlador que assume o comando de Brasília às 16h20 tinha na tela a informação de que não havia radar secundário (transponder), não sendo precisa, portanto, a altitude mostrada pelo radar primário. Tentou, sem sucesso, por oito vezes comunicação com o Legacy, mas não adotou as providências previstas na Regras do Ar e Serviços do Tráfego Aéreo (ICA 100-12). São elas:

a) verificar se a aeronave pode receber as transmissões do órgão, pedindo-lhe que execute manobras específicas que possam ser observadas na apresentação radar ou que transmita, caso possível, um sinal especificado com a finalidade de acusar o recebimento da mensagem;

b) se a aeronave nada acusar, o controlador deverá manter a separação entre a aeronave com falha de comunicação e as demais.

Sétima falha: Brasília passa monitoramento para Manaus como se tudo estivesse normal
16h53min30 (faltam três minutos para a colisão) – Mesmo sabendo que o Legacy estava sem comunicação e sem visualização no radar secundário, o controlador 4 de Brasília coordenou a passagem do monitoramento para a torre de Manaus como se estivesse a 36 mil pés sem alertar sobre as condições anômalas da aeronave e sem avisar da falta de contato de Brasília com a aeronave.

Às 16h56min54, os aviões se chocam.

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Mais notícias
Relacionadas

Motociclista fica ferido após bater na traseira de carro parado em Sorriso

Um motociclista ficou ferido esta manhã após colidir na...

Inaugurada unidade de castração de cães e gatos em Lucas do Rio Verde

O prefeito Miguel Vaz inaugurou, hoje, a Unidade Permanente...
PUBLICIDADE