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Quatro unidades de conservação em MT integram maior programa de monitoramento da América Latina

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Só Notícias/Guilherme Araújo (foto: assessoria/arquivo)

A Superintendência de Mudanças Climáticas e Biodiversidade, órgão subordinado à secretaria estadual de Meio Ambiente, detalhou em relatório, que o Parque Estadual Igarapés do Juruena, Parque Estadual Cristalino, Parque Estadual do Xingu e a Estação Ecológica do Rio Ronuro (ESEC Rio Ronuro) figuram entre as atuais unidades de conservação integradas no Programa Monitora, administrado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). O projeto, que funciona há mais de 10 anos, visa analisar as condições de ecossistemas, espécies e genes como indicadores para a manutenção da preservação ao longo do tempo.

Na fauna das regiões, estão entre os animais mais observados a onça-pintada, anta, queixada, lobo-guará, tamanduá-bandeira, arara-azul, tuiuiú, mutum, jacaré-do-pantanal e sucuri. Também são verificadas as condições do ambiente, como a cobertura vegetal, regeneração das matas e impactos ambientais causados pelo homem (como queimadas e desmatamento).

Conforme o governo federal, a iniciativa é considerada a maior no escopo de monitoramento de biodiversidade local em toda a América Latina. Utilizando protocolos simplificados de baixo custo, ele ainda possibilita a participação de diversos atores sociais, incluindo as comunidades locais. As informações geradas orientam estratégias de conservação das espécies ameaçadas de extinção e o controle das espécies exóticas invasoras. Seu destaque está em pontos como a inovação de conteúdo, devido à quantidade de informações que coleta, mas também pela forma como é executado, com inclusão social e parcerias institucionais. 

Segundo a coordenação de Monitoramento da Biodiversidade do ICMBio, o protocolo de mamíferos e aves, por exemplo, no qual as espécies são registradas por avistamento, em trilhas de 5 km, aplicado em 53 unidades de conservação, permitiu registrar 160 espécies, sendo 35 delas ameaçadas de extinção, em mais de 25 mil km percorridos. Das 161 populações com dados mais robustos analisadas, 148, incluindo todas as unidades federativas, somente 11 (6,8%) apresentaram tendência de declínio.

Hoje, o Estado já soma mais de 31 milhões de m² em áreas naturais protegidas, com 45 unidades de conservação sob gerência direta da Sema e espalhadas entre os biomas da Amazônia (1,6 mil hectares), Cerrado (1,1 mil hectares) e Pantanal (230 hectares). Essas estão divididas em dois grupos, sendo as de uso sustentável (12 localidades) e proteção integral (33 unidades), como reservas extrativistas, estradas-parques, áreas de proteção ambiental, estações ecológicas, monumentos naturais, parques estaduais, refúgios de vida silvestre, reservas biológicas, reservas particulares do patrimônio natural, entre outras.

Conforme Só Notícias já informou, no mês passado, duas áreas protegidas no Pantanal em Mato Grosso tiveram suas áreas ampliadas, sendo elas a estação ecológica do Taiamã e o parque nacional do Pantanal, criadas em 1981. O acréscimo será de 104,2 mil hectares sob proteção ambiental. O anúncio ocorreu durante a COP15 da convenção sobre espécies migratórias, em Campo Grande.

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