
Consta no documento policial, que após encerrar o efeito da medicação uma equipe da Polícia Militar precisou ser acionada novamente. Fábio teria conseguido se soltar das amarras que o seguravam à maca. Após isso, voltou a ser agressivo, apresentava fala evasiva e com diálogos sem sentido. Uma equipe de enfermeiros e os militares o contiveram e houve aplicação do sedativo. Ele foi deitado em um maca e adormeceu por volta das 4h30. O atual estado de saúde dele não foi revelado.
Fábio Camilo foi internado primeiramente no hospital de Guarantã e precisou ser sedado, ontem à noite. Na sequência, houve um pedido do Ministério Público Estadual para que ele fosse transferido para uma unidade médica de Sinop.
Conforme Só Notícias já informou, o promotor foi encaminhado à delegacia da Polícia Civil após reagir com violência e desacatar policiais militares durante uma abordagem da equipe, no último sábado à tarde. Ele foi filmado e gerou uma grande repercussão na capital e interior. O promotor estaria supostamente embriagado. Em determinado momento do vídeo, ele chega a tirar o quepe do policial e jogá-lo ao chão. Ele estava dirigindo um veículo na BR-163, na saída para Matupá.
A PM de Guarantã do Norte confirmou os fatos, mas a corporação ainda não emitiu nota ou informações sobre o desacato do promotor. Fabio ainda é acusado de ter desentendimento com duas pessoas no hotel onde estava hospedado. Ele teria ordenado que saíssem do local. O promotor ainda teria ido até a sede da TV Imigrantes, usando toga, e quebrado a porta de vidro. Novamente, a Polícia Militar foi chamada e soldados foram ao local.
Um outro vídeo mostra o promotor na delegacia, usando toga, descalço. Ele toma vários copos de água, joga alguns no chão e no balcão e depois limpa e também passa o pano na porta da delegacia e, alterado, faz 'oração'.
Outro lado
Por meio de nota, o Ministério Público Estadual afirmou lamentar profundamente a situação ocorrida em Guarantã do Norte e assegura que todas as providências estão sendo tomadas para apuração da conduta do promotor de Justiça substituto e adoção das medidas disciplinares cabíveis. Destaca, ainda, que trata-se de um fato isolado que não representa a postura adotada diariamente pelos 264 membros da instituição.


