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População é fundamental para definir plano para BR-163, diz pesquisador

Sem o engajamento e a parceria da sociedade civil organizada não é possível implantar as ações previstas de zoneamento ecológico e econômico na área de influência a BR-163. Quem afirma é o pesquisador da Embrapa Amazônia Oriental, de Belém, e coordenador do projeto de zoneamento ecológico e econômico da BR-163, Adriano Venturelli.

O zoneamento é um instrumento da política nacional do meio ambiente que levanta informação do meio físico e dados sócio-econômicos de uma determinada região e, a partir da análise integrada dos dados, identifica regiões propícias a determinado tipo de atividade produtiva. A atividade está sendo discutida em oficinas que acontecem hoje (8) e amanhã (9), em Altamira (PA) e nos dias 11 e 12 em Santarém (PA). As reuniões fazem parte do Plano BR-163 Sustentável. A proposta é debater com os gestores públicos da Amazônia e a sociedade civil local a pavimentação da BR, mas com o mínimo impacto possível. A estrada atravessa a Amazônia brasileira de norte a sul, ligando o Nortão de Mato Grosso( a partir de Guarantã do Norte) à cidade portuária de Santarém, no Pará.

“Trabalhamos com informações técnicas de recursos naturais e vamos ter o indicativo de uso para determinada região em função desses elementos. Só que, quando chegamos na região, vimos que determinada região que tem indicativo de fazer algum tipo de sistema de produção não é viável por que há ocupação pela população local, ou a população local acha que aquela região não é propícia. Então eles é que realmente definem quais são as atividades que devem ser desenvolvidas nos locais que nós indicamos”, afirma Adriano Venturelli.

O coordenador de meio ambiente da Agência de Desenvolvimento da Amazônia (ADA), Denivaldo Pinheiro, destaca que além da participação da sociedade o empenho dos governos locais também é fundamental para o processo. “A ajuda do governo do estado e do governo municipal para execução desse projeto é muito importante, é preciso haver essa interação”, diz.

A primeira fase dos trabalhos de zoneamento abrange 19 municípios no Pará e depois se estende para o Mato Grosso. As reuniões são coordenadas pela Agência Nacional de Desenvolvimento da Amazônia, instituição vinculada ao Ministério da Integração Nacional em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa