A hipótese de incêndio criminoso no prédio da gerência de patrimônio e da superintendência Operacional do Sistema Escolar da prefeitura de Várzea Grande está descartada pela Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) que concluiu os levantamentos periciais e descartou a que a origem tenha sido criminosa. A informação divulgada há pouco é que análises de vestígios coletados no local associada a evidências de registros de gravação de câmeras de segurança das redondezas e depoimento de testemunhas apontaram para causa acidental provocada por fenômeno termoelétrico na fiação na parte superior da câmara fria de alimentos congelados pertencente ao anexo I da secretaria de Educação, que seriam destinadas à alimentação dos alunos. Os peritos realizaram vistoria externa e superior com a utilização de drones em todo o perímetro colapsado pelo incêndio, ocorrido no último dia 17.
No prédio, funcionava a parte logística da secretaria onde eram armazenados de alimentos, materiais e equipamentos que seriam destinados às escolas do município. O perito oficial criminal Augusto César de Figueiredo, os exames não permitiram identificar o que pode ter provocado o fogo. “Tudo iniciou-se com o fenômeno termoelétrico que ocorreu na parte superior da câmara fria de congelados, e se propagou para o prédio todo, para os dois sentidos do pavilhão. Na parte de trás da edificação, as chamas rapidamente tiveram contato com dois veículos, que estavam muito próximos a essa câmara, e que possuem uma carga térmica muito alta, causando facilmente a propagação para o fundo dessa estrutura metálica, e também por conta grande quantidade de material combustível que existia dentro prédio, o que ajudou a propagação e a grande monta dos danos e prejuízos causados pelo incêndio”, apontou.
Com o término das análises no local, o prédio foi liberado pela perícia para a Polícia Civil. O laudo com o detalhamento das análises será concluído em até 30 dias com toda a descrição do local e dos vestígios coletados e analisados em laboratório, o relato de depoimentos de testemunhas, as imagens registradas pelo sistema de monitoramento de câmeras que ajudaram a delimitar a dinâmica do incêndio, que explica onde o fogo teve início e como ele se propagou, além dos danos que ocorreram em todos os ambientes, informa a assessoria.


