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Politec apresenta ao MP projeto de aquisição de equipamentos para a gerência de Sorriso

A Politec apresentou para a promotoria de Justiça de Sorriso a proposta de aquisição de um equipamento portátil para exames definitivos de drogas e de um opacímetro, que mede a emissão de poluentes por veículos a diesel. Os aparelhos são os mesmos utilizados pela Gerência de Criminalística de Pontes e Lacerda, adquiridos por meio de doação do Conselho Estadual de Segurança (Conseg) com recursos de Termos de Ajustamento de Conduta firmados pelo Ministério Público Estado.

O gerente regional da Politec de Pontes e Lacerda, José Roberto Stefanelli Junior, participou das exposições na última quarta-feira, junto com o diretor de Interiorização, Marcos Antonio Contel Secco, e o perito criminal do Laboratório Forense, de Cuiabá, Alisson Trindade.

“A visita dos representantes a Politec foi feita a convite da Promotora de Justiça de Sorriso, Elide Manzini com o objetivo de alinhar sobre o projeto de aquisição de equipamentos, visando dar celeridade às perícias naquela unidade”, disse Marcos Antonio Contel Secco.

Atualmente os exames definitivos de drogas apreendidas no interior do Estado são realizados no Laboratório Forense de Cuiabá. A única exceção é regional de Pontes e Lacerda, que passou a realizar este tipo de perícia há um mês.

Segundo o diretor de Interiorização, a vantagem da aquisição de um aparelho de espectromia no infravermelho para a unidade de Sorriso é a economicidade no transporte dos entorpecentes para Cuiabá, além da agilidade no exame. “Dessa forma, o laudo definitivo poderá ser entregue dentro do prazo legal de 24 horas, dando celeridade na persecução penal. Hoje, sem o equipamento, o exame leva em média 15 a 30 dias para ser concluído, dependendo da janela de transporte de materiais até Cuiabá”, ponderou Contel.

A análise das substâncias periciadas dura cerca de três minutos, entre o preparo da amostra até o resultado. A espectrometria analisa a substância por meio da frequência de vibração das moléculas e busca no banco de dados do equipamento a sua identificação.

O equipamento possui uma biblioteca com dez mil compostos catalogados, sendo capaz de identificar diferentes tipos de substâncias sólidas, como entorpecentes, medicamentos e explosivos.

Já o opacímetro, é empregado na materialização de crimes ambientais, previstos na Lei previstos nos artigos 54 e 60 da Lei 9.605/98 envolvendo a adulteração dos aditivos Arla 32 e Diesel S10.

O Arla 32 é um aditivo para controle e redução das emissões de Óxidos de Nitrogênio, enquanto o Diesel S10 é empregado para o controle de emissões de Enxofre. Ambos são obrigatórios para os veículos pesados, movidos a diesel, fabricados a partir de 2012, conforme determinação do Conselho Nacional de Meio Ambiente.

As informações são da assessoria.

Redação Só Notícias