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Pesquisa da Unemat desenvolve teste rápido para identificar nematoides em lavouras de soja

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Redação Só Notícias (foto: Rodrigo Spyer)

Pesquisadores da Unemat em Nova Xavantina (565 km de Cuiabá) desenvolveram uma ferramenta de diagnóstico rápido para identificar os nematoides fitoparasitários na soja, que são especializados em atacar raízes, caules e folhas, sendo uma das principais causas de perdas agrícolas no mundo.

O projeto está criando um sistema que lê o DNA da terra e consegue identificar, de forma rápida e precisa, várias espécies de vermes inimigos da soja em um único exame de laboratório. O teste utiliza duas técnicas: metagenômica e qPCR. A metagenômica é como tirar uma ‘foto panorâmica’ do DNA de todos os organismos que vivem em uma amostra de solo. Em vez de procurar um nematoide por vez, os cientistas analisam a comunidade inteira para entender quem está lá. Já o qPCR (sigla em inglês para teste quantitativo de reação em cadeia da polimerase em tempo real) é uma técnica de alta precisão que ‘fotocopia’ o DNA de um organismo até que ele se torne visível para o computador. O ‘tempo real’ significa que o cientista consegue ver a praga aparecendo na tela enquanto o teste acontece, permitindo saber não só quem é o nematoide, mas quantos deles existem na amostra.

O teste é multiplex, ou seja, possui a capacidade de rodar vários testes ao mesmo tempo em um único tubo de ensaio: ao invés de fazer um exame para o nematoide A, outro para o B e outro para o C, o multiplex detecta todos de uma vez só. A inovação substitui métodos morfológicos tradicionais, que são lentos e suscetíveis a erros humanos, por um sistema de alta precisão genética.

A pesquisa foca em espécies agressivas como Heterodera glycines (conhecido como nematóide de cisto da soja), Meloidogyne javanica (nematóide das galhas) e Pratylenchus brachyurus (nematóide das lesões), que ameaçam a sustentabilidade da cultura da soja em Mato Grosso.

Ao decifrar a ‘identidade genética’ específica dos vermes que vivem nas fazendas de Mato Grosso, a universidade constrói um banco de dados molecular inédito. O mapeamento permite a detecção precoce das pragas, facilitando o manejo integrado e reduzindo as perdas econômicas, estimadas em bilhões de reais por safra. O avanço é resultado das pesquisas desenvolvidas por pesquisadores do AraguaiaBiotech, laboratório de Inovação Biotecnológica especializado em genômica e biotecnologia em Nova Xavantina.

A pesquisa é fruto do trabalho elaborado pelo pesquisador Wigis Pereira Peres, biólogo formado pela Unemat, mestre em Imunologia e Parasitologia Básicas e Aplicadas pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e cursando doutorado em Biodiversidade e Biotecnologia pela Rede Pró-Centro-Oeste, da qual a Unemat faz parte. Wigis é orientado por Joaquim Manoel da Silva, professor da Unemat, doutor em Genética e Biologia Molecular e coordenador do AraguaiaBiotech, que atua tanto na Rede Pró-Centro-Oeste quanto no Programa de Pós-Graduação em Ecologia e Conservação (PPGEC), programa institucional da Unemat.

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