O pescador profissional Gustavo de Moraes se deparou com uma visita quanto inusitada ao voltar para casa na última sexta-feira (27) em Cáceres (220 km de Cuiabá). Em vídeo divulgado nas redes sociais, ele mostra o momento em que encontra uma onça-pintada próximo ao imóvel.
O pesqueiro fica próximo da Estação Ecológica de Taiamã, região bastante conhecida pela presença dos felinos. Nas imagens, Gustavo chega de barco, enquanto o animal aparece nas margens do rio. O animal visualiza a aproximação do pescador e em seguida se afasta.
“Ai galera, coisa linda. A onça procura lugar seco, o Pantanal está cheio, aí ela procura lugar seco. Mas não pode deixar acostumar, tem que espantar ela, não pode deixar acostumar, só isso. Ficar veaco”, relata Gustavo no vídeo, que rapidamente viralizou em vários perfis.
Segundo o instituto Onçafari, a onça-pintada (Panthera onca) é o maior felino das Américas, o terceiro maior felino do mundo, atrás apenas do tigre (Panthera tigris) e do leão (Panthera leo). É conhecida por diversos nomes nas diferentes regiões onde ocorre: onça-preta, jaguar, jaguaretê, yaguareté, tigre, canguçu, pintada, pinima, pinima-malha-larga e pixuna.
Considerada um predador do topo da cadeia, a onça-pintada reina absoluta nos ambientes onde vive, alimentando-se de pequenos tatus e cutias a jacarés e antas. Elas controlam populações de presas e são de extrema importância no equilíbrio dos ecossistemas onde estão inseridas. São carnívoras estritas, ou seja, alimentam-se exclusivamente de carne. Levando em consideração a proporção, têm a mordida mais poderosa entre os felinos, inclusive mais forte que a do tigre e a do leão.
É um animal com hábitos predominantemente crepusculares e noturnos, sendo mais ativo ao anoitecer e ao amanhecer, embora não seja raro encontrá-lo se deslocando e caçando durante a luz do dia. Sua área de vida varia muito, de acordo com o ambiente, a disponibilidade de presas e a densidade populacional de onças.
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