PUBLICIDADE

Operação mira grupo que dominava bairros e impunha regras em Mato Grosso e São Paulo

PUBLICIDADE
Redação Só Notícias (foto: assessoria/arquivo)

A Polícia Civil deflagrou esta manhã a Operação Ruptura CPX para 13 mandados de prisão preventiva e sete de busca e apreensão domiciliar, contra integrantes de uma organização criminosa envolvida em diversos crimes e com atuação na região metropolitana de Cuiabá. Entre os crimes praticados pelo grupo criminoso estão furtos de defensivos agrícolas, roubos de veículos, furto de armas, tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, domínio territorial e apologia ao crime, com atuação na região metropolitana de Cuiabá. As ordens judiciais são cumpridas em Cuiabá, Várzea Grande e em São Paulo (SP).

Conduzidas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado e pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado, as investigações identificaram o funcionamento interno da facção criminosa, com divisão de tarefas entre seus membros, controle territorial em regiões específicas, cobrança de taxas internas e utilização de contas bancárias de terceiros para ocultar a origem ilícita de valores. 

As investigações iniciaram com o avanço das apurações relacionadas a um flagrante de furto e receptação de defensivos agrícolas. Diante da análise dos materiais apreendidos, descobriram a existência de uma estrutura organizada e hierarquizada de criminosos atuando em diversos bairros de Cuiabá e Várzea Grande. Entre os alvos da operação está o investigado como integrante do grupo criminoso responsável por auxiliar na difusão de conteúdos que exaltavam a facção e suas lideranças, apontou a polícia.

Nas investigações, foi possível constatar que o investigado mantinha contato com membros de alto escalão da facção e frequentava ambientes utilizados como pontos de encontro de integrantes do grupo. Além da atuação artística, as apurações apontam indícios de que ele também prestava apoio logístico a integrantes do grupo, incluindo a disponibilização de locais para ocultação de veículos de origem ilícita, o que reforçou a suspeita de participação consciente na estrutura criminosa.

Dentre os elementos apurados, as investigações também apontaram que o grupo criminoso buscava exercer influência territorial sobre o Complexo Residencial Isabel Campos (CPX) e bairros adjacentes, estabelecendo regras próprias e monitorando a circulação de pessoas e a prática de atividades ilícitas na região. Segundo as investigações, o grupo dava preferência para que integrantes da facção morassem na invasão, sendo também revelada a existência de um sistema de organização por áreas, com responsáveis designados para bairros específicos.

De acordo com os elementos reunidos no inquérito, criminosos que atuavam na área precisavam comunicar previamente suas atividades aos responsáveis locais da facção, sob pena de sofrerem punições internas. A medida era utilizada para manter o domínio sobre o território e garantir o controle das atividades criminosas desenvolvidas nas comunidades. 

A investigação identificou também que integrantes da facção utilizavam moradores para monitorar a presença de viaturas e repassar informações sobre movimentações policiais, permitindo a rápida dispersão de suspeitos e dificultando a atuação das forças de segurança.

Receba em seu WhatsApp informações publicadas em Só Notícias. Clique aqui.

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Mais notícias
Relacionadas

PUBLICIDADE