A Operação Energia Limpa encerrou 2025 com um balanço no combate ao furto de energia com 124 pessoas presas por envolvimento em ligações clandestinas, número 113,8% maior que o registrado em 2024, quando 58 detenções haviam sido contabilizadas.
Segundo a concessionária de energia, as ações resultaram na recuperação de R$ 57 milhões entre energia elétrica e impostos neste ano. A energia recuperada foi de mais de 57 gigawatts-hora (GWh), o que seria suficiente para abastecer uma cidade como Chapada dos Guimarães por mais de 2 anos e meio.
Ainda conforme a empresa, o número reflete a intensificação das ações integradas entre forças de segurança e concessionária de energia, dentro das mais de 200 operações ao longo do ano em todas as regiões de Mato Grosso. Estabelecimentos comerciais, residências, fazendas e indústrias foram alguns dos alvos da força-tarefa.
“O avanço não representa apenas maior rigor, mas também mais eficiência. O planejamento conjunto entre polícia, equipes técnicas, concessionária de energia e demais envolvidos ampliou o alcance das fiscalizações, permitindo identificar rapidamente pontos suspeitos e desmantelar redes estruturadas de fraude. As ações foram distribuídas ao longo de todo o estado”, disse Luciano Lima, gerente de combate a perdas da Energisa.
A participação da população também foi determinante para o resultado. No primeiro semestre deste ano, as denúncias anônimas para combater o furto de energia tiveram um aumento de 84,75% em comparação ao mesmo período do ano passado (janeiro a julho), segundo dados do CIOSP (Centro Integrado de Operações de Segurança Pública).
As autoridades reforçam que qualquer pessoa pode contribuir com o combate ao furto de energia, de forma anônima, pelos canais oficiais de denúncia. A prática é crime tipificada pelo artigo 155 ou 171 do Código Penal com penas de até 5 anos e tem consequências graves.
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