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Nortão: mantidas prisões de ex-chefes Ibama, índios, vereador e empresários

O juiz Julier Sebastião da Silva decidiu revogar, agora há pouco, as prisões temporárias de 14 pessoas – uma parte delas presa há 10 dias-, na Operação Mapinguari, desencadeada em Sorriso, Sinop, Feliz Natal, Vera e Cuiabá, acusadas de envolvimento com extração ilegal e venda de toras do Parque Nacional do Xingú e manter as prisões de outros 19 – alguns deles continuam foragidos desde que a operação foi desencadeada, no dia 16.

Foram revogadas as prisões de Fabio Jean Ludke, Custodio Bona, Altair Bona, Angelo Humbertto Fagnello, Sergio Zimmermann, os empresarios João Ismael Vicentini, Ilton Vicentini, Mauro Lucio Matricardi e os índios Gaucho trumai, Hulk Trumai, Itaqui Trumai, Mirim Trumai. Eles estavam no Presídio Ferrugem, em Sinop. Outro que teve prisão revogada, embora estivesse foragido, é o ex-chefe do Ibama em Sinop Gleyçon Figueiredo. Também foi liberado o empresário Renato Prante, de Sorriso.

Só Notícias apurou que Julier decretou a prisão preventiva ( 30 dias) dos empresários em Sorriso Nei Francio, Luciane Francio Garrafa, Gilvan Jose Garrafa, do ex-presidente da Câmara de Vera, vereador Dari Leobert, dos ex-chefes do Ibama em Sinop Vilmar Ramos de Meira e Carlos Henrique Bernardes, do cacique Ararapan Trumai além dos madeireiros Gilberto Meyer, Gilmar Meyer, Reinhard Meyer, Gleomar Graf, Flavio Turquino, Vanderlei Cardoso de Sá, Vlademir Canello, Arildo Bona, João Paulo Faganello, Cassiano Zimmermann e Leandro Balin.

Os ex-chefes do Ibama Vilmar Ramos de Meira e Carlos Henrique Bernandes estão foragidos. Gleycon Figueiredo, que também chefiou o Ibama Sinop, foi liberado. Eles são investigados por suspeita de terem aprovados planos de manejo falsos para a extração ilegal de madeira. Agora, com a nova decisão de Julier, são 15 pessoas que são mantidas presas no Ferrugem em Sinop.

O magistrado justificou a decisão manter presos empresários, indígenas e madeireiros pois “subsistem motivos a ensejar o decreto preventivo por conveniência da instrução criminal, dado o grande número de envolvidos e a intensa e extensa atividade que, ao menos por ora, se têm por delitiva, necessitando ainda da ultimação das atividades pela polícia judiciária a fim de pautar o órgão ministerial das necessárias provas a propiciar regular processamento do feito”.

O grupo, de acordo com a Polícia Federal, teria extraído e vendido ilegalmente, cerca de 2.300 cargas de madeira de área indígena que teriam gerado lucro de R$ 28,163 milhões. O cacique Ararapan é apontando como o articulador da extração e venda das toras para madeireiras da região e fazendeiros são acusados de invadir áreas do parque para extrair ilegalmente madeira, acusação que é negada pelos advogados.