PUBLICIDADE

MP começa apurar criação de “lista de mulheres mais estupráveis” por alguns alunos da UFMT em Cuiabá

PUBLICIDADE
Redação Só Notícias (foto: assessoria)

O Ministério Público do Estado instaurou, hoje, procedimento administrativo para investigar a circulação de mensagens em aplicativos de conversa nos quais alunos da Universidade Federal de Mato Grosso, campus Cuiabá, planejavam a elaboração de uma lista classificando alunas ingressantes como “estupráveis”. A portaria foi assinada pela promotora de Justiça Claire Vogel Dutra, coordenadora do Núcleo das Promotorias de Justiça Especializadas no Enfrentamento da Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Cuiabá e o procedimento busca “averiguação da ocorrência de crimes” em razão das notícias veiculadas sobre a criação da lista por estudantes, com conteúdo misógino e de incitação à violência sexual. As investigações apuram conversas que indicam que alunos do curso de Direito e de outras graduações planejavam a elaboração de uma lista com classificações degradantes, além de declarações explícitas sobre intenções de violência.

Ontem, o Centro Acadêmico VIII de Abril, da Faculdade de Direito da UFMT, divulgou nota de repúdio contra a conduta dos estudantes. A entidade classificou o episódio como “um claro ato de descaso e normalização da violência”, afirmando que o conteúdo é incompatível com princípios éticos, jurídicos e humanos. O Centro Acadêmico também destacou que o caso não pode ser tratado como brincadeira, pois reforça a banalização da violência sexual e a objetificação de mulheres.

A Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso também se posicionou oficialmente, repudiando a conduta dos estudantes e afirmando que o episódio é incompatível com a formação de profissionais do Direito. Em nota, a OAB destacou que a postura “não condiz com aqueles que optam pela missão de ser agentes do Sistema de Justiça” e solicitou à universidade a apuração célere dos fatos e a responsabilização dos envolvidos.

Como parte do procedimento administrativo, a promotora determinou a juntada das notícias veiculadas na mídia local e a expedição de ofícios à reitoria da UFMT, campus Cuiabá, ao Centro Acadêmico de Direito (CADI) e ao Diretório Central dos Estudantes (DCE), solicitando informações sobre as providências internas adotadas pela universidade e o encaminhamento de provas e documentos relacionados à denúncia, no prazo de cinco dias.

Receba em seu WhatsApp informações publicadas em Só Notícias. Clique aqui.

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Mais notícias
Relacionadas

Seciteci abre credenciamento para instrutores de cursos em Sinop, Sorriso, Lucas e mais cidades

Profissionais com experiência prática e formação técnica ou superior...

Motociclista fica ferido após cair ao tentar desviar de buraco na MT-242 em Sorriso

Um motociclista ficou ferido esta noite após cair ao...

Câmara aprova MP que prevê renovação automática de CNH

A Câmara dos Deputados aprovou hoje a medida provisória...
PUBLICIDADE