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Mototaxistas de Alta Floresta protestam e querem continuar trabalhando

Dezenas de mototaxistas ocuparam as principais vias de Alta Floresta na manhã do último sábado. A mobilização faz parte da estratégia do grupo de sensibilizar a comunidade para assegurar o direito de exercer a atividade de forma legal. Hoje não existe regulamentação e o grupo vem tentando de várias formas conseguir autorização das autoridades para o exercício legal.

A manifestação teve como ponto de origem a Pilotando Gostoso. O grupo seguiu pela avenida Ludovico da Riva contornando pela escola Vitória Furlani. Em seguida, contornou praticamente toda a avenida do Colonizador e contornou a cidade seguindo até o bairro Cidade Alta. De lá, o grupo ainda se dirigiu por outros bairros até retornar para o centro, na Rua A, onde concluiu o roteiro chegando em uma empresa de motos.

Para o presidente da Associação de Mototaxi Floresta, Gilberto Soares de Oliveira, a resposta da comunidade foi positiva. “Em todos os lugares o pessoal acenava, com gesto de que estamos sendo bem recebidos”, destacou.

Em relação ao projeto de lei, Gilberto acredita que ele estará pronto até o reinício dos trabalhos da Câmara de Vereadores, em agosto. Através desse projeto a categoria terá a tão pedida regulamentação, que pode garantir o livre exercício da categoria.

Semana passada, o Ministério Público acionou a Justiça para que a atividade moto-táxi seja proibida. A ação de execução de obrigação de fazer contra a prefeitura foi impetrada pelo promotor Marcelo Caetano Vacchiano argumentando que o
termo de ajustamento de conduta, juntamente com a Empresa Nordeste Coletivos Municipais, no qual se comprometeu, por intermédio da Secretaria de Segurança, Transporte e Trânsito, a fiscalizar o transporte clandestino de passageiros e não está cumprindo o acordo.

Na ação, o promotor lembrou que de acordo com o termo assinado em 14 do mês passado, a prefeitura concordou em tomar as medidas de polícia administrativa pertinentes visando o exercício de efetiva e intensa fiscalização no intuito de coibir o transporte clandestino de passageiros.