Deocimar Silva da Guia foi condenado a 16 anos de reclusão e seis meses de detenção, em regime inicial fechado, por causar a morte do empresário Célio Marcos de Oliveira (foto), ao dirigir embriagado, na estrada de Chapada dos Guimarães. O réu foi submetido a júri popular em Cuiabá, ontem, e o conselho de sentença acolheu a tese da promotora Élide Manzini de Campos e reconheceu que o condenado praticou homicídio com dolo eventual, ao assumir o risco de matar ao conduzir veículo sob efeito de álcool, em alta velocidade e na contramão.
Os jurados também reconheceram o crime de embriaguez ao volante e a qualificadora de perigo comum. Deciomar foi absolvido das imputações de omissão de socorro e fuga do local do acidente. Na sentença, a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira determinou ainda a suspensão do direito de dirigir por três anos e a prisão imediata do condenado para cumprimento da pena.
“A condenação a 16 anos de prisão demonstra que a sociedade não tolera condutas irresponsáveis no trânsito. Neste caso, o réu dirigia embriagado, em alta velocidade e assumiu o risco de causar uma tragédia, resultando na morte de um motociclista. O veredito do tribunal do júri reafirma que haverá responsabilização para quem coloca a vida de outras pessoas em risco. Além da resposta penal, a decisão tem um importante caráter educativo: dirigir sob efeito de álcool pode destruir famílias e levar a condenações severas”, analisou a promotora de Justiça.
Conforme a denúncia do MP, o crime ocorreu em abril de 2021, na MT-251, Cuiabá a Chapada dos Guimarães, o réu conduzia um Honda Civic, embriagado, em velocidade aproximada de 115 km/h e colidiu frontalmente com a motocicleta pilotada por Célio, que não resistiu e morreu no local.
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