quinta-feira, 18/julho/2024
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Morre no Rio de Janeiro ex-juiz do TRE de Mato Grosso

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O ex-juiz do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de Mato Grosso, Eduardo Henrique Miguéis Jacob, 53 anos, que faleceu, ontem, em seu apartamento no Rio de Janeiro, será sepultado, nesta segunda-feira, às 11h, em Cuiabá. A funerária informou, ao Só Notícias, que o corpo foi trasladado do Rio, neste domingo. Não foram divulgados detalhes sobre a causa da morte, mas há suspeitas que seria infarto.

Além de juiz do TRE, Eduardo, que era advogado, também já foi procurador da Assembleia Legislativa de Mato Grosso. Ele era investigado na Operação Asafe, desencadeada pela Polícia Federal em 2011, que trouxe denúncias de suposta corrupção praticada por membros da corte eleitoral, na forma de venda de decisões judiciais.

Outro lado
O advogado que defendia Jacob, Alexandre Gonçalves Pereira, lamentou o falecimento do cliente e também amigo. Ele disse que Jacob “não foi afastado do TRE, mas sim de um sonho, de sua belíssima história neste Estado. Partiu, não sem esclarecer as denúncias, mas sim na esperança de que Justiça fosse feita. Não partiu sem esclarecer as denúncias, partiu atestando a falência do Judiciário deste país, onde a morosidade impera corroendo a honra, a dignidade e em alguns casos, a vida das pessoas. Partiu sem ver julgar na mais alta Corte deste país um ‘habeas corpus", protocolado há mais três anos. Mais do que qualquer um, posso atestar a inocência deste grande homem, ou melhor, qualquer pessoa pode atestar isso, é só ler a contraditória denúncia do MP que transcreve os trechos de interceptações telefônicas inocentando Eduardo Jacob. E mais, por Justiça a seu filho Phelippe Jacob, desafio a apontarem qualquer indício de que solicitou vantagem a quem quer que seja. A denúncia beira a chicana jurídica em relação a Eduardo Jacob. Pasmem, partiu sem que a Justiça esclarecesse, sim a Justiça, essa deveria esclarecer como alguém pode ser acusado por votar contra aos interesses dos corruptores. Foi tolhido de seus direitos porque nossos julgadores ‘decidem para a plateia" e se esquecem de seu mister. Não foi afastado do TRE mas sim de um sonho. Espero que ao menos por tratar-se de nulidade absoluta possamos ver o julgamento final deste ‘habeas corpus" que adormece no STF”, aponta Alexandre

(Atualizada às 10h10 em 12/11)

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