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Missa para beatificação de padre assassinado em Mato Grosso será celebrada por cardeal em junho

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Só Notícias/Guilherme Araújo (fotos: divulgação)

A Catedral Basílica de Cuiabá confirmou que o Vaticano definiu para 13 de junho, a santa missa de beatificação do Padre Nazareno Lanciotti, assassinado aos 61 anos, em Jauru (410 quilômetros ao Sudoeste da capital). A celebração será presidida pelo cardeal italiano Marcello Semeraro, prefeito do Dicastério para as Causas dos Santos, que representará o Papa Leão 14. A catedral define que Nazareno será o primeiro beato de Mato Grosso.

Durante o 37º Retiro Nacional do Movimento Sacerdotal Mariano, em Jauru entre os dias 10 e 22 deste mês, o padre Thiago Bruno, pároco da Paróquia Nossa Senhora do Pilar, recordou com profunda emoção o testemunho de Lanciotti, ressaltando os que Nazareno Lanciotti dedicou sua vida inteiramente a Deus e ao povo, especialmente aos mais pobres e necessitados, deixando um legado de fé, coragem e amor à missão. Ainda pelos 25 anos do martírio do Nazareno, aconteceu o solene translado de seus restos mortais, considerado um momento profundo de fé, memória e gratidão.

Conforme o Vatican News, o padre nasceu em 1940, em Roma (Itália), foi ordenado em 1966, exerceu sacerdócio em Roma por alguns anos, conheceu a ‘operação Mato Grosso’, movimento missionário da Igreja Católica, e, em 1971, chegou ao Brasil. Fixou-se em Jauru, na época distrito de Cáceres (260 km a oeste de Cuiabá), e iniciou um apostolado, desenvolvendo, durante 30 anos, trabalho missionário dedicado à população vulnerável e se engajando na luta contra várias formas de injustiça e opressão, como os projetos de combate à prostituição e ao tráfico de drogas, na região fronteiriça com a Bolívia.

Em Cáceres, fundou a igreja Nossa Senhora do Pilar, criou 57 comunidades eclesiais rurais, um dispensário de cuidados de saúde que, mais tarde, se tornaria um hospital, um orfanato e construiu a casa de repouso para idosos Coração Imaculado de Maria. Em 1987, ingressou no movimento sacerdotal Mariano, onde foi nomeado diretor nacional para o Brasil. “Seu trabalho pastoral revelou-se incômodo”, ainda de acordo com o Vatican News, e na noite de 11 de fevereiro de 2001, enquanto terminava o jantar, com alguns colaboradores, foi gravemente ferido, com um tiro na nuca, por dois criminosos encapuzados que entraram em sua casa. Ele faleceu em 22 de fevereiro.

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