Mato Grosso encerrou julho com o menor número de focos de calor para o mês desde o início da série histórica do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em 1998. Conforme o levantamento, foram registrados 746 focos, redução de 78,15% em relação à média histórica de 3,4 mil ocorrências. Na comparação com julho do ano passado, quando foram contabilizados 1 mil focos, a redução foi de aproximadamente 26,6%.
Segundo os dados, cerca de 60% das ocorrências deste ano foram registradas em áreas federais, como terras indígenas e assentamentos, onde o combate é de responsabilidade de órgãos do Governo Federal. Apesar do resultado considerado positivo, o Corpo de Bombeiros Militar reforçou que o período de estiagem exige atenção da população devido às condições climáticas favoráveis à propagação do fogo, como baixa umidade do ar, altas temperaturas e ventos.
O comandante do Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), tenente-coronel Heitor Alves de Souza, avaliou que a redução dos focos é resultado das ações preventivas, de fiscalização e conscientização desenvolvidas ao longo do primeiro semestre, mas alertou que o risco de incêndios florestais permanece elevado.
“Os números demonstram que as ações preventivas vêm contribuindo para a redução dos focos de calor, mas não significam que o risco tenha diminuído. O período de estiagem exige cuidado redobrado, principalmente porque as condições climáticas favorecem a propagação do fogo. A colaboração da população é fundamental para evitarmos ocorrências de grandes proporções”, afirmou.
O oficial também orientou que a população denuncie queimadas irregulares pelos telefones 190, da Polícia Militar, e 193, do Corpo de Bombeiros, além de respeitar as restrições previstas durante o período proibitivo. Os dados do INPE apontam ainda que maio registrou 831 focos de calor e junho 1,4 mil ocorrências, enquanto julho apresentou redução, indicando reflexo das medidas preventivas adotadas.
Desde 1º de julho está em vigor o período proibitivo do uso do fogo em Mato Grosso para limpeza e manejo de áreas rurais, medida que seguirá até 30 de novembro. O descumprimento da norma pode resultar em responsabilização por crime ambiental, além da aplicação de sanções administrativas.
Para o enfrentamento aos incêndios florestais e ao desmatamento ilegal neste ano, o Estado informou que investirá R$ 134 milhões. O planejamento operacional prevê o emprego diário de 483 bombeiros militares, 105 brigadistas estaduais e apoio de brigadistas municipais, além de 80 viaturas, 28 máquinas, seis aeronaves do Grupamento de Aviação Bombeiro Militar (GAvBM) e da Defesa Civil, um helicóptero do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) e um veículo anfíbio SHERP.
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