Levantamento divulgado, ontem, pela organização SaferNet Brasil identificou 30 vítimas de deepfakes sexuais em instituições de ensino públicas e privadas em Mato Grosso, todas mulheres, incluindo alunas e professoras. Em número de ocorrências, o Estado fica atrás apenas de São Paulo, com 51 vítimas, e empata com Pernambuco. O relatório completo será lançado mês que vem, de acordo com a Agência Brasil.
Segundo a organização, “as deepfakes sexuais são imagens ou vídeos de nudez criados com inteligência artificial (IA) generativa sem o consentimento das pessoas retratadas”. A tecnologia é utilizada para “manipular o rosto das vítimas em conteúdos falsos, o que configura violação de privacidade e da dignidade humana”.
O estudo começou a ser feito em 2023 com base em monitoramento de notícias e contas on-line, mostrando que as denúncias de crimes cibernéticos aumentaram 28% ano passado. A organização opera também a central nacional de denúncias de crimes cibernéticos. Desde 2023, o canal recebeu 264 links relacionados a este tipo de crime, desses 125 continham imagens reais de abuso sexual infantil.
De acordo com a Agência Brasil, os grupos que compartilham esses conteúdos operam de forma organizada, fundamentados em três pilares – “bots de notificação (que enviam alertas automatizados), plataformas de mensagens como o Telegram e fóruns na dark web”. Diante do cenário, a organização defende o banimento das ferramentas de notificação e a “asfixia financeira” (como bloquear bens, rastrear movimentações ilícitas e desmantelar a estrutura logística) dessas redes criminosas.
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