O uso de droga ilícita em algum momento da vida foi declarado por 7,9% dos estudantes de 13 a 17 anos, em Mato Grosso, e 3,9% o fizeram pela primeira vez com menos de 14 anos, conforme divulgado ontem na Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Cerca 3,3% dos escolares disseram que usaram drogas nos 30 dias anteriores à pesquisa. Quanto ao consumo de maconha, 3,8% disseram ter utilizado a substância no mesmo período, proporção que coloca o Estado na terceira posição entre as unidades federativas com maior uso recente — atrás do Espírito Santo (7,8%) e do Amazonas (3,7%).
Em relação ao uso de cigarro, a comparação entre as edições de 2019 e 2024 da pesquisa revela que entre escolares permaneceu em patamar semelhante: em 2019, 25,7% dos estudantes declararam já ter fumado alguma vez, proporção próxima dos 24,8% registrados em 2024. A proporção também é semelhante entre meninos (25,1%) e meninas (24,5%).
A pesquisa também indagou os estudantes sobre o uso de outros produtos de tabaco. Em Mato Grosso, 26,5% dos escolares de 13 a 17 anos já experimentaram narguilé alguma vez na vida. Em 2024, a proporção, em 2019, era de 39,8%. A experimentação de cigarro eletrônico ou outros dispositivos eletrônicos (vaper, pod e cigarrette) foi declarada por 18,6% dos escolares de 13 a 17 anos, em 2019, porém, em 2024, essa proporção aumentou para 41,4% dos estudantes.
Aproximadamente 53,4% dos alunos mato-grossenses de 13 a 17 anos, em 2024, haviam experimentado bebida alcoólica alguma vez, uma redução de 12,4 pontos percentuais em comparação à pesquisa de 2019, quando o percentual era de 65,8%. A proporção de experimentação foi de 49,8% entre os meninos e 57,3% entre as meninas. Considerando a rede de ensino, 52,9% dos alunos da rede pública relataram já ter consumido álcool ao menos uma vez, enquanto na rede privada a proporção foi ligeiramente superior, chegando a 58,2%. A proporção de alunos que relataram ao menos um episódio de embriaguez caiu de 46,7% em 2019 para 42,7% em 2024.
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