domingo, 8/fevereiro/2026
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Mais de 13,5 mil crianças trabalham em Mato Grosso

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Mais de 13,5 mil crianças, com idades entre 10 e 13 anos, foram encontradas em situação de trabalho infantil em Mato Grosso durante o ano de 2013. Um dos casos mais graves foi localizado em Várzea Grande, onde 104 crianças, de 4 a 6 anos, foram encontradas trabalhando no lixão municipal. O estudo, realizado pela Secretaria de Estado de Trabalho e Assistência Social (Setas), foi entregue nesta quarta-feira (13) para um dos representantes do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) no Brasil.

Advogada e membro da Comissão de Infância e Juventude da OAB/MT, Betsey Polistchuk de Miranda, destaca que a quantidade de crianças que ainda são localizadas no Estado em condições de trabalho infantil é muito grande. “Uma criança nesta idade e localizada nestes ambientes não consegue ter qualquer expectativa para um futuro melhor. A autoestima destes pequenos é totalmente negativa. Isso é muito grave e precisa de uma atenção especial”, avalia.

Ainda sobre o levantamento, denominado “Diagnóstico do Trabalho Infantil em Mato Grosso”, 32% dos menores, ou seja, 4.285 meninos e meninas, foram vistos trabalhando ilegalmente na região Sudeste do Estado, área que compreende 15 municípios, dentre eles Cuiabá e Várzea Grande. A região Norte também abriga cidades com altos índices de trabalho infantil. Exemplo disso é Rondonópolis (54%) e Primavera do Leste (27%), que centralizam a maior quantidade de ocorrência na regional. Já em Barra do Garças, jovens com idades entre 13 e 15 anos são frequentemente encontrados trabalhando como office boy, em atividades da construção civil residencial, guardadores de automóveis e, como lavadores de veículos.

O estudo ainda ressalta que na região Norte, o trabalho infantil ocorre na zona rural, sendo a cidade de Alta Floresta a responsável por 12% das ocorrências, e Matupá por 9,5% dos casos do Norte de Mato Grosso. Além das atividades rurais, as crianças também são vistas no comércio varejista, supermercados, e ainda em bares e lanchonetes. Em Colíder e Alta Floresta, por exemplo, também foram localizadas meninas, com idades entre 14 e 16 anos, desenvolvendo atividades de babás.

Para o titular da Setas, Jean Estevan Campos Oliveira, a produção do diagnóstico levou em consideração todas as peculiaridades de cada município. Já para o coordenador do Unicef, Fábio Atanasio de Morais, Mato Grosso tem avançado no combate a esta prática. “Esse diagnóstico representa mais um instrumento para garantia dos direitos das crianças e adolescentes e serve de referência para outros estados”.

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