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Maioria dos criadores de conteúdo em Mato Grosso tem entre 25 e 34 anos, aponta pesquisa

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Redação Só Notícias (foto: Só Notícias)

Em Mato Grosso, quase 71% dos criadores de conteúdo são jovens, entre 25 e 34 anos, e o público feminino representa a maior fatia destes profissionais, com 55,4%. Entre os entrevistados, 51,9% declararam que são formalizados, e a plataforma preferida dos creators é o Instagram, com 91,6%. Os dados são do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Mato Grosso (Sebrae), que ouviu 214 criadores de conteúdo com mais de 18 anos e ativos nas redes sociais.

As entrevistas presenciais ocorreram durante o Sebrae Hacking, realizado nos dias 22 e 23 de maio deste ano, com a participação de várias personalidades atuantes no universo digital, entre elas Toguro, Erick Shibata e Juliette. Conforme o levantamento, a criação de conteúdo está fortemente concentrada em Cuiabá, com 62,1% dos entrevistados. Ao considerar a capital e a região metropolitana, mais de 71% dos creators atuam na grande Cuiabá. O interior representa 19,2%. Quanto à abrangência territorial, apenas 7,9% atuam em âmbito nacional.

Há predominância de profissionais com menos de três anos de experiência (43,6%), enquanto apenas 7% atuam há mais de dez anos. No porte de audiência, há domínio absoluto dos nano creators (69,6%), com até 10 mil seguidores. Apenas 4,7% atingem audiências superiores a 500 mil seguidores, representando o segmento mais consolidado do mercado. No quesito formalização, embora 51,9% dos creators possuam algum tipo de CNPJ, apenas 16,8% atingem níveis mais avançados de profissionalização, combinando estrutura empresarial e emissão regular de nota fiscal. Por outro lado, 44,9% permanecem na informalidade, sem práticas empresariais e fiscais estruturadas. Os dados indicam que o principal desafio do ecossistema não está apenas na abertura de empresas, mas na consolidação das práticas legais vigentes.

O Instagram domina o ecossistema, sendo utilizado por 91,6% dos creators, seguido por TikTok (52%), Facebook (22%), LinkedIn (5%), outros (5%) e Kwai (3%). Em relação às plataformas para monetização, o Instagram também ocupa o topo, sendo fonte de receita para 62,4% dos entrevistados. Já o TikTok e outras plataformas somam 16,4 cada, enquanto o YouTube alcançou 4,8%.

Ainda em relação ao Instagram, o aplicativo lidera a monetização em todas as faixas de audiência: nano (até 10 k), micro (10 a 50 k), médio (50 a 500 k), macro (500 a 1m) e mega (+ de 1m) e amplia sua participação entre os creators mais consolidados, atingindo 86% entre os macro creators.

Entre os nichos preferidos pelos influenciadores, o lifestyle, que aborda o estilo de vida de cada profissional, lidera com 15%. Já o tema Agro aparece com o segmento menos explorado, com apenas 3%. Os demais assuntos mais abordados são negócios e empreendimentos (14%), outros assuntos (14%), entretenimento (10%), educação (8%), moda (7%), gastronomia (7%), turismo (6%), fitness e saúde (6%), beleza (6%) e humor (5%).

Em termos de renda, 55% dos creators monetizados recebem até R$ 5 mil mensais, e apenas 21% superam R$ 10 mil por mês. A monetização é impulsionada principalmente por meio de parcerias com marcas (51%) e publiposts (36%). Já as receitas provenientes diretamente das plataformas possuem participação reduzida (11%). Os resultados indicam que os principais desafios enfrentados pelos creators estão relacionados à inserção no mercado e à expansão das oportunidades de negócio. A falta de oportunidades locais (39%) e o baixo engajamento das audiências (37%) aparecem como os principais obstáculos, evidenciando dificuldades tanto na geração de demanda comercial quanto no crescimento orgânico dos perfis.

Também se destacam barreiras ligadas à conexão com o mercado anunciante, como o acesso a marcas de maior porte (28%) e questões relacionadas à estratégia, posicionamento e diferenciação (22%). Esses resultados sugerem que parte dos creators já superou os desafios básicos de entrada, mas encontra dificuldades para avançar para estágios mais elevados de monetização e profissionalização.

A pesquisa utilizou metodologia quantitativa, com margem de erro de 5% e nível de confiança de 95%.

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