Com o auxílio da Defensoria Pública do Estado, uma mãe de 23 anos conseguiu recuperar a guarda de sua filha, de apenas 3 anos, após ela ter sido levada pelo próprio pai por três meses, em Cuiabá. A ação ocorreu em atuação com cumprimento de um mandado de busca e apreensão com o suporte da Patrulha Maria da Penha.
O conflito começou em setembro do ano passado, quando a mãe procurou a Defensoria relatando que o genitor se recusava a devolver a filha e que ela não sabia onde os dois estavam, o que configuraria crime de subtração de incapaz – quando a criança é levada sem autorização de quem possui a guarda. O Núcleo de Defesa da Mulher da Defensoria entrou com um pedido judicial para garantir a guarda unilateral para a mãe e autorizar a busca da criança. Logo em seguida, a Justiça acatou o pedido, determinando ainda o afastamento do agressor do convívio com a mãe e a filha, a disponibilização do botão do pânico (App SOS Mulher) e a fixação da guarda unilateral da menor em favor da genitora.
Porém, apesar da decisão judicial e da ordem de busca e apreensão, o homem não foi localizado durante cerca de três meses. A reviravolta no caso aconteceu quando a mãe conseguiu localizar o paradeiro dele, no local onde ele estava trabalhando, em Santo Antônio de Leverger (33 km de Cuiabá).
Devido ao histórico de violência doméstica e ao risco de novas agressões, a Defensoria solicitou que a equipe policial e o Conselho Tutelar acompanhassem a ação. Com a ordem judicial em mãos, a mãe guiou a equipe até o local, onde finalmente a levou de volta para casa.
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