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Justiça mantém prisão de cinco envolvidos no latrocínio de comerciante em Sinop

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Só Notícias/Kelvin Ramirez (fotos: Só Notícias e reprodução)

Cinco homens, de 32, 30, 25, 22 e 21 anos, presos por envolvimento no latrocínio do comerciante Sebastião Moreira Nepomuceno, de 63 anos, tiveram as prisões em flagrante convertidas para preventivas durante audiências de custódia realizadas ontem, em Sinop. O crime ocorreu na última quarta-feira, na empresa da vítima, conhecida como “Tião da Sucata”, localizada no bairro Jardim das Palmeiras. As decisões, nas quais Só Notícias teve acesso, foram assinadas pela juíza Laura Dorilêo Cândido, do Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias. Os investigados respondem, em tese, por latrocínio, tráfico de drogas, associação para o tráfico, posse ilegal de arma de fogo e integração em organização criminosa.

Tiveram as prisões preventivas decretadas Cleber Pereira de Souza, Liedson Félix Moura, Jhonatan Pereira Nunes, Wesley do Amor Divino da Silva e João Eduardo Bezerra de Oliveira. Já uma jovem, detida junto com João Eduardo em uma residência onde havia drogas, recebeu liberdade provisória mediante medidas cautelares. Outras três mulheres que haviam sido presas juntamente com o restante dos suspeitos foram liberadas ainda na delegacia.

Conforme a decisão judicial, João Eduardo confessou em interrogatório ter efetuado o disparo fatal com um revólver calibre 38 na cabeça do comerciante enquanto ele entrava em luta corporal com o comparsa Jhonatan Pereira Nunes, e ter ameaçado funcionário do estabelecimento para impedir socorro à vítima.

A magistrada destacou que os elementos do processo apontam para a atuação de uma organização criminosa armada com atuação consolidada em Sinop, envolvida em crimes como tráfico de drogas, homicídios e extorsões. Ainda segundo a decisão, a liberdade dos investigados representaria risco à ordem pública.

Ainda na audiência de custódia, a juíza apontou que o grupo teria invadido o comércio após a vítima trocar um cheque de R$ 78 mil na manhã do crime. Conforme os autos, os suspeitos teriam utilizado armas de fogo durante o roubo, que terminou com a morte do comerciante. Durante as diligências, a polícia apreendeu drogas, armas de fogo e dinheiro em espécie. Um deles foi encontrado com 24 porções de maconha, duas armas e R$ 427.

Um dos criminosos, a Justiça considerou o histórico criminal do investigado, que já possui condenações por homicídio, tráfico de drogas e organização criminosa. A defesa chegou a pedir prisão domiciliar por problemas renais e necessidade de hemodiálise, mas o pedido foi negado.

Já a jovem que foi presa com um dos alvos teve a liberdade concedida porque, segundo a decisão, é primária, possui residência fixa, trabalho lícito e filhos menores, além de não haver indícios suficientes de risco à investigação. Ela deverá cumprir medidas cautelares, entre elas uso de tornozeleira eletrônica e comparecimento mensal em juízo.

Agora, a Polícia Civil continua as investigações para concluir o inquérito policial e, em seguida, enviá-lo ao Ministério Público para posteriormente apresentar uma denúncia.

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