A Justiça de Mato Grosso decretou a prisão preventiva de Alair Ferreira de Lima, 75 anos, acusado de matar e tentar ocultar o corpo da jovem Julia Vitória do Prado da Silva, de 20 anos, na noite da última sexta-feira (10), em Tapurah (204 km de Sinop). A decisão foi proferida durante audiência de custódia realizada, ontem, pelo juiz Jean Paulo Leão Rufino. Além de Alair, também teve a prisão convertida em preventiva Hédio Antônio Machado, 66 anos, apontado pela polícia como participante na tentativa de ocultação do cadáver.
Conforme a decisão judicial, não houve irregularidades na prisão em flagrante. O magistrado entendeu que estão presentes os requisitos legais para a manutenção da prisão preventiva, como indícios de autoria, materialidade do crime e risco à ordem pública. No caso de Alair, ele foi encontrado no local com um facão, enquanto o corpo da vítima estava dentro de um “bag”, próximo ao veículo do suspeito, além de haver sinais de sangue e arrombamento na residência. Segundo os autos, ele teria confessado o crime e indicado os objetos utilizados na ação (pé de cabra e uma faca).
A decisão também destaca a extrema violência do crime, com relatos de múltiplos golpes na cabeça da vítima e perfurações na região do pescoço, o que, segundo o juiz, demonstra gravidade concreta acima do tipo penal. Ainda conforme o documento, a tentativa de ocultação do corpo e a conduta dos envolvidos indicam possível intenção de dificultar a investigação, reforçando a necessidade da prisão preventiva para garantir a ordem pública.
Em relação a Hédio Antônio Machado, o magistrado apontou indícios de que ele teria auxiliado na tentativa de ocultar o cadáver, mesmo tendo alegado desconhecer o crime. Testemunhas indicam que ele teria tomado conhecimento da situação e, ainda assim, deixou o local sem acionar as autoridades, o que reforça a suspeita de participação.
Diante dos elementos apresentados, o juiz concluiu que medidas cautelares alternativas seriam insuficientes, determinando a conversão da prisão em flagrante dos dois investigados em prisão preventiva. O pedido de segredo de Justiça foi negado.
A Polícia Civil segue as investigações agora para a conclusão do inquérito policial. Ao Só Notícias, o delegado Franklin Alves afirmou que Julia Vitoria e Alair Ferreira residiam juntos e tinham uma suposta relação há cerca de um ano. O delegado também detalhou que, em relação ao fato em si, o suspeito se manteve em silêncio durante o depoimento.
Julia era atendente de uma choperia na cidade e deixa um filho de 3 anos.
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