O corpo da jovem Raissa Pereira da Silva, de 24 anos, está sendo velado desde ontem às 18 horas em uma residência no bairro Jerusalém em Peixoto de Azevedo (197 km de Sinop). O sepultamento está previsto para este sábado às 9 horas. A jovem foi assassinada na quinta-feira em uma residência no bairro Jardim Primaveras, em Sinop.
O suspeito do crime, Rafael Pendloski Torres, de 20 anos, foi preso ainda ontem em flagrante, após ser localizado pela equipe de Força Tática da Polícia Militar em um imóvel no residencial Vila Verde. Ele foi conduzido à delegacia e ainda hoje vai passar pela audiência de custódia, onde o juiz decide se converte a prisão para preventiva.
Conforme Só Notícias já informou, o capitão Carlos Santos, da Força Tática, explicou que a equipe o localizou “através de um trabalho de inteligência, conseguiu de forma rápida e precisa dar uma resposta ao crime. O suspeito confessou ter praticado o homicídio na data de ontem. Desde que foi noticiado o crime, as equipes da Polícia Militar se empenharam nessa ocorrência no intuito de levantar informações, imagens de câmeras e possibilitar o levantamento de várias informações. Na data de hoje, tivemos êxito em receber uma informação sobre o possível paradeiro do suspeito, que não queria se entregar. É importante registrar isso, ele não queria se entregar. Foi feito um trabalho de negociação junto à defesa dele e à família, para que a situação ocorresse da forma menos traumática possível. Através dessa negociação, com o intuito principal de garantir a integridade física do suspeito, fomos até o local e tivemos êxito em fazer a detenção”.
“Na residência, não havia ninguém que tivesse dado apoio. Ele entrou no local por ser de um parente e permaneceu ali sozinho, escondido da polícia. Durante o procedimento de varredura no local, o próprio suspeito indicou que havia um armamento na residência e a equipe realizou a apreensão”, detalhou o militar, que informou ainda que o suspeito já possui passagem criminal por roubo.
O capitão também informou que a versão dada pelo suspeito para o crime é que houve uma discussão com a vítima após uso de drogas. “A informação repassada por ele à equipe policial dá conta de que eles estavam consumindo bebida alcoólica e fizeram uso de vários tipos de entorpecentes, entre eles cocaína e drogas sintéticas. Estavam em um bar, em um determinado bairro. Ela foi primeiro para a residência, posteriormente ele foi para lá, e então tiveram uma discussão. Durante a discussão, entraram em luta corporal, e o suspeito acabou matando a vítima”.
“Com relação ao vínculo entre os dois, há informações de que teriam um relacionamento, embora ainda não haja confirmação concreta”, concluiu o policial militar.
O advogado do suspeito, José Ricardo Alves Pintos, acompanhou o momento da chegada do suspeito à Central de Flagrante e também relatou à imprensa que o suspeito alegou ter usado drogas. “Primeiramente, a defesa se solidariza com a situação da vítima, antes de mais nada, porque foi uma situação delicada. Informo que a advocacia está aqui para garantir os direitos do Rafael e o que foi alegado por ele, repassado para mim e para a família, foi que ele estava utilizando droga, tanto ele quanto a vítima, e não tinha intenção nenhuma de cometer o ato. Porém, creio eu, que ali, pelo estado em que ele estava drogado, aconteceu o fato”, explicou.
O caso está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). O corpo da vítima foi localizado na quinta à tarde, mas o crime teria ocorrido pela manhã. O imóvel possui câmeras de segurança instaladas, cujas imagens eram acessadas pela irmã, que mora em Peixoto de Azevedo. Sem conseguir contato, a familiar decidiu ontem verificar o sistema e constatou que a vítima recebeu o suspeito por volta das 6h da manhã. Cerca de uma hora e meia depois, por volta das 7h30, o homem deixou o local, e a vítima não foi mais vista pelas câmeras, que registram apenas a área da sala, já que o quarto, onde ela foi encontrada morta, não é monitorado.
Diante da situação, a irmã registrou um boletim de desaparecimento, que foi encaminhado à Polícia Militar. Ao chegar à residência, os policiais confirmaram a morte da vítima, que apresentava sinais de asfixia. Com base nas imagens, as equipes conseguiram identificar rapidamente o suspeito e a motocicleta utilizada por ele na fuga. Durante as diligências, foram localizadas, na casa da mãe do suspeito, as roupas que ele usava no momento do crime, porém ele já não estava no local.
Conforme o delegado Bráulio Junqueira, a DHPP busca formalizar as provas para o inquérito policial e somente com a conclusão do inquérito será definido se o suspeito deve responder por feminicídio.
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