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Horário de Verão reduz homicídios por arma de fogo, aponta pesquisa de professor da Unemat

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O professor da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), Weily Toro Machado, teve o trabalho Ambiente de Luz e Homicídios aprovado pelo maior evento de economia da América Latina, o Latin American and Caribbean Economic Association e Latin American Econometric Society (LACEA-LAMES). A edição 2016 acontecerá nos dias 10, 11 e 12 de novembro na Universidad Eafit, na Colômbia.

Entre os mais importantes economistas do mundo são esperados para o evento três ganhadores do Prêmio Nobel em Economia. James J. Heckman, da University of Chicago (2000), Finn E. Kydland, da University of California (2004) e Edmund S. Phelps, da Columbia University (2006).

Ambiente de Luz e Homicídios é um dos capítulos da tese de doutorado de Weily Toro com os coautores Robson Tigre e Breno Sampaio. Os pesquisadores concluíram que o horário de verão aplicado no Brasil com o objetivo de economizar energia desde 1932, e nos moldes atuais desde a década de 2000, foi capaz de salvar cerca de 3.850 vítimas potenciais de homicídio por arma de fogo nos anos de 2006 a 2011.

As conclusões foram obtidas por meio de várias metodologias. "Usando técnicas de regressão descontínua não-paramétrica, encontramos uma diminuição acentuada no número de homicídios por armas de fogo nos Estados brasileiros com horário de verão (14,4%), enquanto nenhuma relação estatística é encontrada entre os Estados não afetados pela política. O efeito descoberto é maioritariamente concentrado em horas diretamente afetadas pela mudança na luz do dia", afirma o pesquisador.

Weily Toro explica que o artigo investiga a influência da luz ambiente no número de homicídios por arma de fogo em um dos países mais violentos do mundo, no caso o Brasil. "Aproveitamos a variação exógena em horas de luz do dia e exploramos a transição da hora padrão para horário de verão nos Estados da região Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Como não existe horário de verão nos Estados da região Norte e Nordeste, utilizamos estes dados como um teste placebo para fazer a comparação ao redor da transição".

O pesquisador disse ainda que segundo a teoria do crime os bandidos levam em consideração a variável luz para cometer ou não o delito. Ao cometer crimes no período em que existe luz a probabilidade de ser apanhado aumenta, e, por isso, com a claridade no final da tarde, proporcionada pelo horário de verão, o comportamento do criminoso é o de não cometer o crime. "Durante as pesquisas foi observada a não realocação de atividades homicidas durante o dia". 

Outro artigo que Toro publicou juntamente com os coautores Robson Tigre e Breno Sampaio ganhou repercussão internacional ao ser publicado na Revista Economics Letter em 2015. Durante a pesquisa eles concluíram existir fortes evidências de que o horário de verão aumenta o número de mortes por infarto em 8,5% nas primeiras semanas e que a incidência maior é entre as pessoas com mais de 60 anos.

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