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Homem é condenado a 34 anos de prisão por matar enteado de 5 anos em Colíder

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Só Notícias/Kelvin Ramirez (foto: reprodução)

Foi condenado em júri popular, há pouco, José Edson Santana, a 34 anos e 8 meses de prisão pelo homicídio qualificado e ocultação de cadáver do enteado de 5 anos, ocorrido em março do ano passado em Colíder (156 quilômetros de Sinop). A informação foi confirmada ao Só Notícias pela advogada Ismaili Donassan, que atuou como assistente de acusação.

“O júri foi rápido, quanto defesa quanto acusação entenderam por dispensar as testemunhas e partir direto para os debates com as provas do processo. Eu estava como assistente de acusação com o promotor de justiça Danilo Cardoso de Lima. Nós pedimos homicídio por quatro qualificadoras, motivo torpe, dissimulação, a questão dele ser padrasto, ser menor de 14 anos, emprego de asfixia e ocultação de cadáver”.

Segundo a advogada, o júri foi formado por sete juradas e o conselho de sentença acatou todos os crimes. “Ele confessou o crime no plenário, teve uma redução pela confissão. A defesa falou que vai recorrer, mas a juíza Paula Tathiana Pinheiro não permitiu recorrer em liberdade. Ele se mantém preso até o trânsito em julgado do processo”, esclareceu a advogada, ao Só Notícias.

A advogada também destacou a qualificadora por motivo torpe na denúncia. “Nós entendemos que era uma vingança, porque ele não aceitava o fim do relacionamento (com a mãe da vítima), por isso a motivação da qualificadora por motivo torpe”, concluiu.

O crime: José Edson foi preso em flagrante, logo após o desaparecimento da criança, no dia 3 de março do ano passado, quando brincava na frente de sua casa junto com o irmão mais novo. O autor do crime inicialmente a ajudar nas buscas pela vítima, entretanto, imagens de um posto de combustível próximo à casa da criança mostram o momento em que o criminoso chega ao local. Conforme investigação da polícia, ele teve um relacionamento anterior com a mãe da vítima e tinha confiança das duas crianças, filhos da ex-namorada. O suspeito chega de motocicleta, que ele pegou de um colega de trabalho, e para em uma esquina, quando a criança o avista e se aproxima dele.

Segundo a Polícia Civil, a criança foi então colocada na garupa da motocicleta e ele diz à vítima que vai comprar uma marmita. O suspeito se dirige em direção à estrada para Nova Canaã do Norte e para na primeira ponte levando a criança até a beira do rio, dizendo que mostraria peixes para ela. O criminoso, então, sufocou a vítima e depois que ela desacordou, amarrou uma corda na perna da criança, com uma pedra e levou o corpo até o meio do rio. Após ser preso, o autor confessou o crime e disse aos policiais que teria jogado o corpo da criança no rio Carapá.

Contudo, nas buscas realizadas no sábado e domingo no local indicado, não foi localizado o corpo do menor. O corpo da criança foi localizado em uma mata, na MT-320, próximo a uma pista de motocross, distante 27 quilômetros do ponto onde, inicialmente, o autor do crime teria dito que deixou a vítima.

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