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Governo diz que só volta a negociar quando greve do Detran terminar

O secretário da Casa Civil, Paulo Taques, recebeu, ontem, uma comissão de deputados estaduais e a diretoria do Sindicato dos Servidores do Detran (Sinetran-MT) para discutir a greve na autarquia. O secretário ouviu as propostas dos deputados e do sindicato, mas reafirmou que só volta a negociar quando a greve for encerrada. A paralisação já foi declarada ilegal pela Justiça, que fixou multa e ordenou o bloqueio das contas bancárias do Sinetran-MT. “Não é uma pauta de difícil negociação. É preciso que os servidores voltem ao trabalho para voltarmos a negociar”, afirmou o secretário.

Paulo Taques frisou que a atual gestão valoriza o diálogo e as demandas dos servidores públicos. “Neste momento, estou negociando com seis categorias aqui na Casa Civil. Nenhuma delas está em greve. Ou seja, o governo entende que não é preciso fazer greve para haver diálogo. Na verdade, o diálogo deve preceder a deflagração de qualquer greve”.
O líder do governo na Assembleia Legislativa, deputado Wilson Santos, propôs que a discussão se concentre em três pontos principais, dentre os oito pleiteados pelo sindicato: nomeação dos aprovados no concurso público, realização de perícias médicas e a publicação do manual de procedimentos da categoria.

A greve no Detran-MT começou no dia 26 de outubro e foi declarada ilegal pelo Judiciário, que ordenou o retorno dos servidores ao trabalho e fixou multa de R$ 100 mil por dia. Como a greve não foi encerrada, o Tribunal de Justiça aumentou a multa para R$ 200 mil e o governo cortou o ponto dos grevistas.

Também por decisão judicial, as contas bancárias do sindicato foram bloqueadas até o limite de R$ 1 milhão e o Estado foi autorizado a suspender os repasses da contribuição associativa ao Sinetran-MT, depositando os valores em uma conta judicial.

O sindicato quer a nomeação, ainda este ano, de 75% dos candidatos aprovados no último concurso do órgão, ou seja, 366 pessoas. O governo ouviu os pleitos e, após reuniões com os sindicalistas, apresentou uma contraproposta levando em conta os limites da LRF. No entanto, não houve entendimento.

É a segunda greve da categoria em menos de um ano.