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Governo diz que Imazon aponta queda de 82% nos desmates em MT

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O último relatório divulgado pelo Imazon – Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia, sobre o desmatamento na Amazônia Legal aponta queda de 82% no desmatamento em Mato Grosso, na comparação dos períodos de agosto de 2007 a maio de 2008 e agosto de 2008 a maio de 2009. A redução equivale ao desmatamento de 43 quilômetros quadrados da Floresta Amazônia registrados no Estado em maio deste ano. Os números fazem parte do Boletim Transparência Florestal e mostram um dos menores índices de desmatamento já verificados nos últimos anos, seguindo uma tendência de queda em toda a região.

De acordo com o boletim, em maio de 2009, o Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) registrou 157 quilômetros quadrados de desmatamento na Amazônia Legal. Isso representa uma queda de 47% em relação a maio de 2008 quando o desmatamento somou 294 quilômetros quadrados na região. O desmatamento acumulado de agosto de 2008 a maio de 2009 totalizou 1.084 quilômetros quadrados. Em relação ao desmatamento ocorrido no mesmo período do ano anterior (4.143 quilômetros quadrados) houve uma redução de 74%.
Em maio de 2009, o desmatamento foi maior no Pará (37%), seguido de Mato Grosso (27%), Roraima (20%), Rondônia (8%), Amazonas (5%), Tocantins (2%) e Acre (1%).

De acordo com o SAD, as florestas degradadas alcançaram em maio de 2009, 215 quilômetros quadrados. Desse total, 81% ocorreram no Mato Grosso, 13% no Pará, 4% em Rondônia e 2% no Amazonas.

Em função da cobertura de nuvens, não foi possível monitorar (com o SAD) 43% da Amazônia Legal. A região não mapeada corresponde a quase totalidade do Estado do Amapá, 68% do Pará, 48% do Amazonas, 41% do Acre, 38% de Roraima e 35% de Rondônia. No mesmo período, apenas 5% do território do Tocantins e Mato Grosso estavam cobertos por nuvens. Além disso, parte do Maranhão que integra a Amazônia Legal não foi analisada.

Para o pesquisador Adalberto Veríssimo, do Imazon, a queda nos índices de desmatamento registrada em maio na Amazônia Legal pode ser explicada por vários fatores, além da crise financeira mundial e o período bastante chuvoso no Estado do Pará, as medidas adotadas pelos governos com finalidade da preservação.

Ao comentar os dados divulgados pelo Imazon, o secretário adjunto de Qualidade Ambiental, Salatiel Araújo, destacou o trabalho que vem sendo realizado pelo Governo do Estado para conter o desmatamento na região. "Para nossas atividades rotineiras de fiscalização estamos utilizando os dados do Inpe (DETER) e do Imazon (SAD). O SAD tem uma vantagem para os trabalhos de fiscalização que é a separação das áreas desmatadas em áreas que sofreram corte raso e áreas que estão sendo progressivamente degradadas. Com base nesta informação diferenciada os fiscais utilizam estratégias diferentes para cada caso, o que repercute positivamente em maior eficiência e economicidade nas ações fiscalizatórias".

 

 

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