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Governo avalia conceder à iniciativa privada 4 trechos de rodovias estaduais; uma delas no Nortão

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O governo do Estado estuda conceder à iniciativa privada cerca de 720 quilômetros de rodovias em quatro trechos. A iniciativa, que ainda está na fase de levantamento de viabilidade econômica, ajudaria a amenizar o déficit logístico enfrentado por Mato Grosso, que conta com apenas um trecho de 110 quilômetros de estradas estaduais privatizado entre Rondonópolis e Primavera do Leste. Ainda não estão definidas as datas para o início das licitações. Mesmo com a concessão das rodovias, o Estado ainda tem um grande desafio, que é a pavimentação de 24 mil quilômetros, o que corresponde a 80% de toda a extensão das rodovias estaduais, que é de 30 mil km.

O secretário de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra), Marcelo Duarte, pondera que a concessão é um caminho importante a ser seguido para livrar o Estado do pesado ônus de manter e pavimentar rodovias. O secretário informa que os trechos que estão sendo estudados são na MT-100 entre Alto Araguaia e divisa com Mato Grosso Sul (MS), com aproximadamente 250 quilômetros de extensão; o 2º trecho é na MT-246/358 entre Jangada e Tangará da Serra, com cerca de 170 quilômetros; o 3º trecho fica na MT-130 entre Paranatinga e Primavera do Leste, com cerca de 150 km de extensão e o 4º trecho de 150 km na MT-320 entre Nova Santa Helena e Alta Floresta. “Diversos outros trechos poderão ser concedidos futuramente para a exploração da iniciativa privada, mas os citados são os que o governo está direcionando atenção especial no momento”.

Para o especialista em logística e professor Miguel Miranda, a concessão de rodovias é o caminho mais seguro para alcançar a excelência em logística rodoviária. “Em nenhum lugar do mundo se tem uma rede pavimentada que funciona a contento atendendo a todas as cadeias produtivas e prestadoras de serviço, que não seja pavimentada. A necessidade atual para o gestor de transporte no país e ter condições para manter as rodovias, algo que não vem acontecendo porque é muito caro. Avalio que a concessão é natural e bem vinda. E Mato Grosso, se quiser uma rede logística eficiente com base no transporte rodoviário, tem que fazer concessão”.

Para o diretor da Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt), José Alexandre Schutze, a concessão de rodovias estaduais avança em 2 pontos importantes. “O 1º é tirar do Estado a obrigatoriedade de conservar e manter os trechos que serão concedidos. O 2º ponto é a criação de um nicho de mercado, pois hoje só temos um trecho em concessão e prova ser o melhor entre as rodovias estaduais. A iniciativa privada está pronta para assumir esse papel”.

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