Os garis que coletam lixo em Cuiabá iniciaram greve, ontem à tarde, contra as condições de trabalho e o suposto descumprimento de compromissos assumidos pela Locar Saneamento Ambiental, empresa terceirizada responsável pelo serviço. Segundo o advogado Celso Oliveira, que acompanha os trabalhadores, a categoria enfrenta uma situação que classifica como de condições de trabalho “análogas à escravidão” e acompanharam o que ocorreu em Várzea Grande e decidiram se organizar para reivindicar seus direitos, formando uma comissão formada pelos próprios funcionários e, segundo ele, sem auxílio do sindicato.
“As reclamações sobre as condições oferecidas aos trabalhadores não são recentes. Em 10 de agosto, os garis já haviam interrompido a coleta por cerca de duas horas para cobrar direitos trabalhistas e melhores condições de trabalho. Na ocasião, a categoria estabeleceu prazo para que a Locar apresentasse uma proposta e já admitia a possibilidade de greve caso não houvesse solução”, acusou.
A coleta de resíduos já opera de forma reduzida. De acordo com o advogado, dos cerca de 30 caminhões que normalmente saem diariamente para atender as rotas da cidade, apenas 10 estão deixando a garagem após a deflagração da greve.
A Locar mantém contrato com o município para execução da coleta de resíduos e a empresa firmou, este ano, com a prefeitura. A empresa também foi responsável pela coleta de lixo em Várzea Grande, o contrato terminou em meio a uma disputa administrativa e judicial.


